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” A bola” e o complexo com Dier

por 31 de Julho de 2014Os textos do Damas0 Comentários

O assunto inevitável do dia de hoje: Eric Dier.

O jornal “A bola” continua com o desejo incontrolável de querer que o Sporting prescinda dos serviços do internacional sub-20 inglês. Há uma semana, e segundo este mesmo jornal, Eric não via com bom olhos a continuação em Alvalade, o que afastava o Sporting de conseguir renovar com um jogador que tem contracto até 2016, sendo por isso, quase certo que o futuro do central leonino passaria por terras de sua Majestade.

Volvidas 24 horas, Jeremy Dier – Pai e empresário – diz o seguinte: «Há muita especulação. Ele está feliz no Sporting e cabe-lhe trabalhar para conseguir o seu espaço na equipa. (…) Ele sempre foi fiel ao clube onde é muito feliz. Ama o Sporting, ama jogar no Sporting e quer continuar no clube. É falso que tenha recusado qualquer oferta de renovação de contrato, por parte do Sporting.» Contudo, para este mesmo jornal, estas declarações não fazem qualquer sentido. Quem é o pai do jogador para dizer tal coisa?

Ontem, mais uma vez, ” A Bola” bate na mesma tecla: Eric Dier segue para o Tottenham a troco de 5 milhões. O que me deixa mais perplexo é que horas antes, Bruno de Carvalho é peremptório ao afirmar que não existe nenhuma proposta por nenhum jogador leonino, ainda assim pensarão os responsáveis do jornal: quem é o presidente do Sporting para dizer tal coisa?

Não é novidade para ninguém que a comunicação social aproveita a silly season para aumentar as vendas, o que é legitimo porque “isto” também é a forma de muitas pessoas colocarem comida em cima da mesa, porém as margens jornalísticas do bom-senso, da isenção e da informação são trucidadas. De que Portugal tem uma péssima classe jornalística, isso também ninguém duvida. Tornou-se habitual fugir à isenção, sofrer pressões de forças externas e tomar partidos.

Na deontologia de um jornalista o primeiro e talvez o mais elementar dos deveres do mesmo é o de relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Mas como o futebol, assim como restantes desportos, mexe com o público, mexe também com o jornalista que tem, como diria Jaime Pacheco, claudicado variadíssimas vezes por não assumir o papel que dele se exige: o de permanecer neutro face à informação que está a divulgar.

Hoje, a veracidade das notícias na comunicação social ( Grupo Cofina, “A bola” e O Jogo”) é praticamente nula. Com mais um ano de contrato e um cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, uma margem de progressão tremenda, um miúdo de cantera leonina e com muitos anos de casa, não são factores mais que suficientes para alguém os alertar que estão a confundir o Toys”R”Us com o Sporting clube de Portugal? Por 5 milhões não conseguiam nem levar o presidente a sentar-se à mesa das negociações…(se assim for, é um mau negócio!)

Não me vou aprofundar muito neste assunto. Apenas vou justificar o talento que consigo ver em Eric Dier, utilizando outro puto da mesma escola: Adrien. Esteve no Chipre, em Coimbra e depois voltou ao Sporting e só não esteve no Brasil porque Paulo Bento não quis tirar a chupeta. Actualmente o número 23 leonino, é um jogador de alto gabarito. É inquestionável no onze e foi um dos melhores a actuar em Portugal na época passada. Há um ano, vender Adrien, para alguns adeptos sportinguistas, era uma boa forma de lucrar meia dúzia de tostões, passado um ano, vender Eric Dier, é para esses mesmos adeptos outra meia dúzia de tostões, o que no meu entender são números que não compensam a qualidade deste enorme central.

Muito mudou no reino do leão... Agora, parafraseando Augusto Inácio, «Tirem o cavalinho da chuva, não há saldos». Longe, felizmente, vão os tempos em que todos saiam por tuta-e-meia e os que entravam custavam milhões. Agora, existe em Alvalade quem prepare a época de forma sigilosa e tranquila ( Saar é disso exemplo) e nós adeptos, agora, adquirimos o hábito de acreditar nos factos e notícias com base nas palavras e no trabalho de Bruno de Carvalho.

Tudo o resto meu caros, é bullshit!

 

Sporting Sempre