A + B

por 16 de Julho de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Agora com um plantel bastante mais quantificado com a entrada de algumas caras novas daremos a mesma importância à nossa equipa B partindo do princípio que o plantel principal se encontra já mais auto-sustentável(!). Todo o adepto terá uma diferente visão acerca do assunto ainda mais com a saída de Abel do comando da “Backup Team” do nosso grande amor. Porém, a saída de Abel continua a padecer de justificações. Fica-nos apenas a mensagem do presidente, afirmando que as mesmas seriam dadas em tempo oportuno.

Francisco Barão é agora a cara principal do projecto do Sporting B. Conhece bem a casa por ser um ex-jogador, não é a primeira vez que tem contacto com os jogadores e era o adjunto do até há bem pouco tempo treinador, Abel Ferreira. Tendo já admitido o sonho de um dia treinar a selecção nacional já comandou vários emblemas mas poder ser o comandante na 2ª maior divisão do campeonato português é um prémio para o treinador de 57 anos que poderá agora mostrar o seu potencial, no clube do coração.

A equipa técnica, já composta, inclui também Luís Boa Morte que conhecemos tanto da selecção como da Premier League. O agora treinador teve sempre consigo o “bichinho do futebol” e depois de actuar em emblemas como o nosso Sporting (campeão de juniores em 1995/1996), Arsenal, Southampton, West Ham, Fulham, Chesterfield, Larissa (Grécia) e Orlando Pirates (África do Sul) foi convidado para ingressar a equipa de Sub-21, novamente de regresso a Londres, do Fulham FC, o clube onde teve maior sucesso. Depois de assumir o cargo ainda voltou a vestir a camisola da equipa em jogos de pré-época, para ajudar no desenvolvimento do estilo do jogo dos jogadores mais jovens.

Podemos então criar expectativas elevadas em relação à nossa formação pois teremos um sólido projecto com ambição mas que servirá também para cimentar os pilares da nossa equipa principal. Além de fomentarmos altos níveis de competitividade aos nossos mais jovens jogadores, é certo que também teremos de ter um esquema de apoio a algum dos reforços que possa não ter um entrosamento inicial no plano “A” para atacar o título, quer em níveis de exigência, quer para não colocar em causa a própria carreira dos jogadores e, assim, da instituição Sporting Clube de Portugal.

Como é que vamos medir estes objectivos? Claro que a classificação é o factor mais optimista para verificarmos os resultados e temos estado sempre nos primeiros lugares da tabela da 2ª Liga. A valorização dos jogadores estará directamente relacionada com a prestação da equipa mas todo o mundo já sabe o que é a formação “A La Sporting” e teremos vários olhos nos estádios a cada jornada para namorar as nossas individualidades o que será bom em caso de os negócios serem batidos pelas cláusulas. Se não o forem… mais qualidade fica para nós.

A competitividade será saudável dentro do nosso clube e trará certamente os objectivos ambicionados. Não mais teremos de pensar que uma exibição menos forte possa estar relacionada com um jogador em baixo de forma. Temos ainda mais soluções que na época passada, temos mais objectivos e temos mais esperanças para que, atropelando todas as contrariedades, sejamos os melhores da classificação geral pois no resto damos 15-0 a quem julgue que faça melhor.

Verde, logo existo!