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Somos nós que ditamos o nosso Futuro

por 23 de Abril de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Confesso o meu claro ceticismo. No início da temporada, não estava dentro das minhas expetativas poder terminar a Liga destacado no segundo lugar, com o apuramento direto para a Champions League conseguido de uma forma tão categórica. Sim, não esperava que o FC Porto entrasse num ciclo de rutura, no que a todo o seu espetro diz respeito mas, por outro lado, o Benfica acabou por fazer aquilo que eu esperava, embalado que seria devido a essa quebra portista, mas também por tudo aquilo que aconteceu no final da temporada passada.

Mas importa sim olhar para nós e isso tem sido relegado de uma forma clara depois da confirmação da conquista da Liga pelo Benfica. Bruno de Carvalho não tinha ovos para que Leonardo Jardim fizesse uma omelete de maior qualidade. Ainda assim, os jogadores viram-se imbuídos de um espírito vencedor que há muito não se via em Alvalade. Com um plantel curto e limitado em certas zonas do terreno, é de salientar certas prestações que, também aproveitando alguma frescura física de não ter estado presente nas competições europeias, foram mesmo muito acima do que era habitual numa equipa vestida de verde e branco.
E agora? Agora há milhões da Champions League, mas não pode haver uma quebra na capacidade de discernimento que esta direção tão bem demonstra. Há mais dinheiro mas também há mais responsabilidade. O Sporting não irá certamente lutar pela vitória na Champions League ou Europa League, mas deverá pensar claramente em fazer o melhor possível, dignificando o nome do clube pela Europa e voltando a mostrar que em Portugal, o verdadeiro Sporting continua a vestir de verde e branco.
 
O primeiro passo deverá ser a manutenção dos principais ativos da equipa principal, pois estes terão de continuar a ser a “espinha dorsal” de uma equipa que terá ainda muito mais para crescer. Depois, o pensamento deverá ir para o equilíbrio do plantel. É certo que esta temporada se viu algumas limitações no que ao banco de suplentes diz respeito e à qualidade das opções sempre que um jogador fundamental se via impedido de jogar. Assim, e observando também o maior número de partidas que a equipa terá de disputar, só um plantel, não digo longo, mas com o tamanho e qualidade ideal para que, com qualquer alteração, a manobra da equipa não se ressinta de uma forma brutal.
 
E como o Sporting não é só futebol, importa também olhar para as modalidades. A vitória do andebol na primeira mão dos quartos-de-final da Taça EHF afasta de vez as vozes que afirmavam que este caminhava para a irrelevância, depois dos cortes orçamentais impostos. Não é só no pavilhão mas também dentro da piscina que se grita o nome do Sporting, com o tricampeonato dos seniores masculinos e o vice-campeonato dos femininos. Desta forma, o reforço dos meios financeiros para as modalidades, não só destas mas também todas as outras que fazem o universo Sporting deve ser efetivado.
Quando todos diziam que o nosso futuro seria ou irrelevante, ou nulo, esta temporada mostrou que o leão rampante está de volta e, cremos todos nós, estará mais preparado, mais experiente e forte para levar de vencida qualquer adversário que se nos depare pela frente, mostrando que o nosso caminho é o das vitórias.
 
 

Sporting não de Lisboa, mas de Portugal