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Hello, Champions!

por 14 de Abril de 2014À saída do estádio, Os textos do Damas0 Comentários

A festa estava preparada e os flutes estavam na mesa à espera do champagne que foi colocado previamente no congelador. A fanfarronice e a folia já tinham dado o nó desde o início da semana. Os foguetes estavam prontos, o fogo de artificio preparado e o autocarro pronto a arrancar para o destino que já está alugado desde o dia de “Kelvin”.  
Eram poucas as duvidas e muitas as certezas. Todos davam a entender que podia ser este fim-de-semana. Preparava-se a romaria até Aveiro, as redes sociais estavam ao rubro com o futuro campeão e a imprensa caminhava lado a lado com esta ideia mirabolante. Portanto, tudo estava perfilado para que houvesse campeão já neste sábado.

Estava tudo preparado, menos os adeptos e a equipa do Sporting. Decorridos apenas 58 segundos de jogo, Slimani – quem mais?! – factura o primeiro da noite. A turma de Leonardo Jardim optou por oferecer em vez de um flute de champagne, um balde de água fria ao pré-campeões. 


Estando o Sporting a fazer uma época fortíssima, era expectável perder pontos em casa com o Gil-Vicente? Era, se o arbitro se chama-se Xistra, ou se tivesse um talho ou uma seguradora...

Como tem sido um habitué do leão esta época, o Sporting recebeu e venceu com tranquilidade, paciência e sem grandes notas artísticas um galo de Barcelos que em 90 minutos não conseguiu importunar uma única vez o guarda-redes Rui Patrício. Uma estatística que resume bem os 90 minutos dos pupilos de João de Deus.

O mister "Leonheart" resumiu na perfeição a partida. O golo cedo fez com que a equipa jogasse a um ritmo baixo, os jogadores imprimiram pouca dinâmica, foram demasiado posicionais e não incutiram velocidade no jogo. Ainda assim e apesar da pouca intensidade e mobilidade, ao cair do pano, Heldon faz o 2-0 final.


Carrillo, esteve no melhor do jogo. O peruano assistiu para os dois golos e mesmo no seu estilo desinteressado e «de quem tem mais que fazer do que estar ali» acaba por ser o homem do jogo. Leonardo Jardim, inteligentemente, poupou-o na substituição, pois o La Culebra ainda que tenha estes rasgos de craque continua com um comportamento, por vezes displicente, e que não agrada à totalidade dos adeptos leoninos. Com razão!

Mais duas notas no plano individual: Cedric realizou um enorme exibição e André Martins que entrou cheio de genica e vontade, acabando por agitar um jogo que estava demasiado mastigado.

Em suma, o que fica na história do campeonato é mais uma vitória do leão. O que fica nas estatísticas é que o Sporting segue com 5 vitórias consecutivas e o que fica na nossa cara, é o sorriso de quem consegue perceber que estamos a um jogo de entrar directamente para a fase de grupos da liga dos campeões.



P.s: Em sinal de protesto, resolvi chamar de champagne a todos os espumantes do mundo, até os mais miseráveis.


Sporting sempre