Andebólicos não tão anónimos!

por 18 de Abril de 2014Mão Verde, Os textos do Damas0 Comentários

15 Taças de Portugal, meu caro!

Sim! Estou mesmo a falar contigo que estás à frente do computador ou do telemóvel à espera de ler mais alguma coisa que faça valer o bom nome do nosso grande amor.
Sorte a nossa em que falar bem é falar a verdade pois, "andebolísticamente" cantando, nestes últimos 7 dias deixámos toda a gente a olhar para nós.No sábado passado foi a "renhidice" do costume com uma vitória tangencial, que nos catapultou para a final da Taça. Sabíamos que teríamos de ser nós a mostrar a porta da saída ao Benfica, mas esses rapazes fizeram muita força para não arredar pé (ou mão neste caso). O marcador, ora saltava para o colo de uns, ora para o colo dos outros, e, no fim, lá se conseguiu achar um dos culpados daquele 23-22. Foste tu, a apoiar! Se não foi na bancada foi noutro sítio, mas como estamos por toda a parte, o Mister Frederico Santos mandou passar a palavra:

«Um jogo que se ganha, ou perde, por um golo mostra que a diferença está nos pormenores. Hoje ficou, mais uma vez, provada a capacidade de luta e entrega da minha equipa. É isso que tem permitido dar a volta à desvantagem que por vezes temos no marcador. Os sportinguistas que aqui estiveram ajudaram-nos muito com o apoio que nos deram».

Domingo foi o tira-teimas. Da última vez que nos defrontámos com o ABC foi para o campeonato e, na casa do adversário, não saímos felizes, mas a lição ficou estudada e, considerando Águas Santas um campo neutro, fizemo-nos donos dele. A moral de ter ganho a Taça de Portugal na época passada foi superior ao peso que ela nos deu neste jogo. E a certeza foi controlar o score do início ao fim. Bem, antes do intervalo houve ali um empatezito  a 13 golos, mas Frankis Carol mostrou que Cuba tem mais coisas boas para além dos charutos e repôs a vantagem, para termos um descanso mais engraçado...

Na segunda parte, foi ligar o nitro e só parar quando a Taça nos chegou às mãos. Resultado de 34-29 e, mais uma vez, os adeptos estiveram acima do nível de som permitido por lei.

Já lá vão 15 troféus, mas este leva destaque porque deixámos pelo caminho Porto, Benfica e ABC, por esta ordem, desde os quartos de final até aqui. É obra, meus amigos!

Nem sei se diga que festejamos a jogar ou jogamos a festejar, mas, sem misericórdia do tempo, seguimos quase de imediato para os Açores. Na fase regular apenas tínhamos ganho por um golo de diferença ao Sp. Horta e agora que o calendário começa a apertar encarámos de forma séria este jogo, transformado em vitória.

Mesmo assim, custou um pouco a arrancar, mas, depois do intervalo, ganhámos balanço e terminámos com um justo 31-26, numa noite em que convergimos com a rota do nosso presidente que também andou por aqueles lados. Bruno na bancada é como um jogador a mais no campo. Queremos agarrar com unhas e dentes este campeonato e demonstramos em cada jogo que isso é possível.

Eu acredito e tu acreditas. Prova do trabalho feito é que a nossa equipa é jovem fisicamente mas veterana a ganhar. A renovação por mais 3 anos do Frankis e do Bruno Moreira dão mais alento porque sabem como é ganhar à Sporting. Que muitas glórias nos tragam!

A juntar a isto, o Sporting lançou o projecto «Missão Pavilhão». É desta que o desejo vai começar a ter uma imagem associada. Que muitas glórias sportinguistas amplifique.
Já agora, onde é que vais passar o Domingo de Páscoa?!

Aponta aí: Pavilhão Engº Ministro dos Santos, em Mafra, às 17h00, no jogo contra o Pick Szeged (a sério que não precisas de saber pronunciar o nome de cor).

É a primeira mão dos quartos de final e nunca nenhuma equipa portuguesa aqui chegou, mas, se já cá estamos, porque não tentar ir mais longe na Taça EHF? De taças entendemos bem, pois já ganhámos duas esta época e queremos ir bem abençoados para o jogo da 2.ª mão, na Hungria.

Ah Leão!

 

Verde, logo existo!