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O Clássico é para Vencer

por 16 de Março de 2014Hoje é dia de Sporting, Os textos do Damas0 Comentários

O resultado de Setúbal permitiu, dentro das circunstâncias em que foi obtido, que se elucidasse um facto que vinha já sendo algo escalpelizado. Sim, o Sporting versão 2013/2014 é um upgrade muito avançado tendo em conta o que vinha sendo feito e, como tal, colocava muitos problemas aos nossos rivais. Esses, donos de plantéis com maiores necessidades financeiras, vinham sendo atemorizados por uma equipa da qual não se esperaria mais do que a luta pelo terceiro lugar. Vasco Santos fez o seu trabalho, perdemos dois pontos preciosos e vimos o segundo lugar ser cada vez mais ameaçado.

E é isso que estará em jogo no Domingo. O FC Porto, refeito da mudança do comando técnico, estará em Alvalade muito provavelmente na máxima força, também com a motivação especial de ter batido o Napoli no encontro da Europa League. Aí, vimos uma equipa azul e branca que, apesar de ter tido a sorte do jogo na altura certa, foi capaz de vergar uma das melhores equipas italianas.

Não era difícil, mas com Luís Castro no comando, vemos um FC Porto melhor do que o era com Paulo Fonseca. O seu ponto mais forte estará no ataque com Jackson Martínez, o melhor marcador da Liga e Quaresma, ainda à procura da sua melhor forma mas com muito futebol nos pés, a serem dois jogadores que podem decidir um encontro de um momento para o outro.
Mais atrás estão os maiores problemas. Se Helton é um dos melhores guardiões a atuar em Portugal, já a defesa teima em não conseguir acertar com pormenores que podem ser fatais. Os centrais, Maicon e Mangala, são rápidos mas tendo a bola nos pés tudo pode acontecer enquanto Danilo e Alex Sandro, muito por culpa do balanceamento ofensivo que sempre mostram, podem deixar muito espaço nas suas costas.

No meio-campo, Fernando é o segundo melhor pivot defensivo a atuar no nosso país, logo atrás de William Carvalho, e é porventura o jogador mais importante dos azuis e brancos. Dono de uma capacidade física impressionante, a alcunha de “polvo” não precisa de explicações quando o vemos jogar. Se jogar Defour e Carlos Eduardo talvez será melhor para nós. O internacional belga tem muita intensidade mas comete muitas faltas e quanto ao brasileiro, todos vimos como foi William o “meteu no bolso” no encontro da Taça da Liga.

Nas hostes verde e brancas, a ausência de Maurício (missão cumprida, Vasco Santos!) não causa muitas dores de cabeça por que estrará diretamente Eric Dier. Agora, não haverá a voz de comando do brasileiro, claramente uma das surpresas da Liga, mas sim a classe do inglês. Este, terá de ajudar Rojo a ser mais seguro e, principalmente, a mostrar mais tranquilidade em campo pois todos sabemos como o internacional argentino poderá mostrar-se impetuoso demais.

Mais à frente, Magrão deverá sair para entrar André Martins. O brasileiro não acrescenta mais do que o português que terá uma verdadeira prova de fogo. Começou a temporada a um bom nível e foi desaparecendo até perder o lugar no onze e, não menos importante, tende a esconder-se mais consoante a importância do jogo, algo inaceitável no Sporting Clube de Portugal.

No ataque, se me pareceu que Heldon foi injustamente substituído frente ao Setúbal, já Carrillo continua sem mostrar um rendimento consistente, mais de acordo com aquilo que já foi mencionado no caso de André Martins. Considero sim importante a utilização de Capel, não só por aquilo que, estando bem, trás à equipa, mas também pela experiência que já tem neste tipo de jogos.

Posto isto, resta aos nossos leões mostrar a todos que nunca, mas nunca seremos abatidos. Temos muita juventude, muito potencial e já muito futebol em qualquer dos onzes que Leonardo Jardim escolher. Porém, todos sabemos das condicionantes que poderão surgir durante os noventa minutos, proporcionadas tanto por quem toca a bola como por aqueles que apenas se limitam a fazer cumprir as regras de jogo.

A vitória é essencial, até porque urge acabar com aquela ideia de que não conseguimos vencer Clássicos. Se a concentração estiver no máximo, não acredito que os três pontos nos escapem pois, num duelo entre jovens irreverentes e experientes decadentes, os primeiros saem sempre vitoriosos.