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Mais um Sinal Verde

por 5 de Março de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Por aqui muito se tem defendido Bruno de Carvalho e a sua direção, o trabalho realizado, muitas vezes contra muitas opiniões contrárias, com abordagens por vezes pouco ortodoxas, na busca de um futuro melhor para o Sporting Clube de Portugal. Futuro esse que terá de contar necessariamente com uma situação financeira equilibrada e uma gestão inteligente de tudo o que é o universo Sporting.

Criticam-se os comunicados com que a direção pretende dar a conhecer a sua opinião sobre os mais diversos assuntos, criticam-se as declarações públicas de Bruno de Carvalho assim como o método de trabalho da direção, acusando-o de inexperiente, talvez esquecidos da ruína em anos de direções “experientes” nos colocaram.
Mas a verdade é que os resultados aparecem. Não podendo comparar com o que foram os resultados homólogos, a verdade é que o lucro de 3,724 milhões de euros são a principal razão que todos os sportinguistas têm para se reunirem em volta daqueles que tentam levar a nossa nau a bom porto.

Em primeiro lugar, importa recordar o estado caótico das contas do nosso emblema, bem como toda a falta de organização quanto a lucros e gastos, nenhuma planificação séria e aprofundada que, tendo em conta o estado financeiro do próprio país, já devia estar implantada há muito tempo.

Depois, este resultado confirma que a aposta na racionalização de meios financeiros, a redução de gastos e perdas operacionais, resulta graças a um forte “aperto de cinto” que  se alastrou a todo o universo Sporting Clube de Portugal, apesar da crítica de alguns sectores de adeptos e de regozijo por parte dos nossos grandes rivais.
Eles imaginavam que a temporada passada seria o primeiro passo para que o Sporting Clube de Portugal passasse de emblema de primeiro plano do desporto português rumo a uma dimensão mais reduzida, tornando-o apenas em mais um “clube simpático” e que faria da luta pelo acesso às competições europeias o seu principal desígnio.

Ora, o Sporting deu o primeiro passo para um novo futebol português. E olhando para as contas dos outros dois emblemas de expressão nacional, esse terá de passar por um caminho igual ao que o Sporting vem trilhando, maximizando todas as receitas possíveis e cortando em todos os gastos, despendendo aquilo que é estritamente necessário. Aproveitando os produtos das escolas de formação e fazendo negócios em mercados ditos menos apetecíveis, mas que também produzem valores de bom nível.

Sim, o Sporting Clube de Portugal continua a ser um emblema a passar por grandes dificuldades financeiras. Mas importa saber que o custo do plantel atual em nada se equipara ao dos outros dois rivais, a potencialidade de receitas (sem recorrer a operações menos transparentes) é semelhante e a verdade é que, nesta temporada, não existiu nenhuma receita adicional que não os direitos televisivos já acordados e a venda de Bruma e Ilori.

Caminhemos como temos feito até agora: olhando apenas para nós e não nos deixando iludir por “facilidades” que outros vivem e o futuro será verde e branco.