• 181626_galeria_sporting_v_academica_j17_liga_zon_sagres_2013_14_jpg

Um Filme já Visto

por 7 de Fevereiro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

Escrevo muito tempo depois da última vez. Demasiado. O futebol português e o Sporting não se compadecem com estas ausências, com a falta de uma opinião, da criação de um debate que possibilite a troca de ideias e que estas, acabem por alterar totalmente o espectro do que é o cenário português.

Muito bem esteve a direção do Sporting Clube de Portugal, ao apresentar um documento extenso mas pormenorizado sobre o que se quer para o futuro do futebol português. Muitos colocaram-se de fora, certamente ávidos da manutenção de um “status quo” que decide Ligas, apuramento para competições europeias e manutenções ou descidas no futebol profissional. Felizmente, foram mais os que se juntaram, fartos de tantos casos, decisões incompreensíveis e finais decididos no início.

Mas a resposta do “sistema” seria dura. Teria de o ser. No estertor da sua morte, decidiu lançar mais uma prova da sua existência, talvez abrindo olhos que nunca o viram ou outros que se foram fechando com o tempo. Muito se discorreu sobre o famoso atraso no início da partida, mas o pior foi a não culpabilização, também, da equipa de arbitragem e delegados da Liga, principais elementos responsáveis pela organização e realização, no mínimo decente, do encontro.

Confesso que me surpreendeu a decisão da Comissão de Instrução e Inquéritos. Estava mais habituado ao velho estilo podre em que todos davam razão a um lado, o processo entrava em deliberação e o resultado era uma grande montanha de nada. Nada. Nenhumas decisões claras, nenhum castigo nem uma repreensão que valesse a reclamação.

O envio para o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol é mais uma forma de regressar ao passado. Aí, tudo se decidirá, qualquer que tenha sido o parecer do órgão da Liga. E esse deverá ser mesmo o que se passará. Os culpados continuarão impunes e arquivaremos mais um caso no já longo dossier da vergonha do futebol português.

Dentro de campo, o resultado obtido com a Académica foi um murro no estômago. A necessidade de vencer para passar para a frente acabou por apagar o objetivo do “jogo a jogo” que nos vinha tão bem caracterizando. Todos o esquecemos, desde equipa a adeptos e deverá ser por aí que a vitória será nossa no jogo de Domingo. Aí, só uma equipa unida e sólida, focada nos três pontos e que é capaz de discutir o jogo de igual para igual sairá vencedora, contra o adversário e contra a equipa de arbitragem pois essa, já sabemos que isenção não trará.