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O que é mais Importante?

por 13 de Fevereiro de 2014À saída do estádio, Os textos do Damas0 Comentários

O jogo com o Benfica era decisivo. O primeiro lugar estava à vista e, segundo grande parte da comunicação social, o Sporting poderia ir à Luz surpreender, bater o Benfica e passar para a frente, consumando uma temporada que até então tinha sido quase perfeita.

Nada disso nunca foi verdade, fundamental ou essencial para o Sporting Clube de Portugal. Primeiro, este ano é o iniciar de um caminho. A matriz organizativa mudou bem como a composição do plantel, a orientação financeira e acentuou-se a filosofia que afirma o trabalho intensivo e qualitativo nos escalões de formação de forma a “fornecer” a equipa principal.

Como este desígnio de alteração de toda uma estrutura enorme, como é a da Sporting Clube de Portugal, tem sido realizado de uma forma satisfatória e até mais rápida do que seria de esperar, não é de estranhar toda uma exigência que entretanto saltou para as capas de jornais. Exigência de títulos essa, que passa por fazer esconder não o fracasso dos outros emblemas mais representativos, mas que acaba por mascarar alguns insucessos organizativos, a que estivemos muito habituados, e infelicidades estratégicas.

Segundo, o discurso para a comunicação social foi sempre permanente e coerente com o que foi afirmado no início da temporada. Aí se afirmou que o “Sporting não poderá passar da pior temporada de sempre para a melhor” de uma forma automática. Assim se estabeleceu que o objetivo passaria pela vitória em todas as partidas disputadas que, com o avolumar das mesmas, levou a que grande parte da massa associativa e da comunicação social colocasse a fasquia na conquista do título e o apuramento para a Champions League.

Aqui é um dos pontos em que mais discordo de muitos sportinguistas. Embandeirar em arco é uma das poucas coisas que não podemos fazer, mantendo toda a confiança sobre o plantel e não passando para o campo das exigências incoerentes que mais não irão fazer que criar divisões entre aqueles que pretendem um projeto sustentado e maturado de forma mais espaçada e outros que querem títulos.

Não me tomem pelo contrário, eu também quero títulos. Mas não os quero como um fenómeno que acontece algumas vezes, pretendo sim um caminho que leve o Sporting Clube de Portugal para uma série de vitórias nas mais diversas competições e que essas mesmas vitórias conduzam o clube ao patamar do respeito que merecemos. Só vencendo, e de uma forma sustentada, afastando qualquer ideia de bancarrota, nos olharão com outros olhos.

E aqui chego à equipa. O jogador mais velho que alinhou a titular contra o Benfica tem 26 anos, refletindo no onze a construção de uma equipa para vencer. Este foi de facto um jogo terrível, mas quantos fez esta jovem equipa fez ao longo da temporada? Esta equipa é a mesma que venceu em Braga e na batalha de Arouca, que “encostou ás cordas” Benfica e FC Porto em Alvalade.

Não merece a nossa união e apoio?