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Mais um Exemplo de Justiça Desportiva

por 19 de Fevereiro de 2014Os textos do Damas0 Comentários

O futebol português é uma verdadeira “caixinha de surpresas”. Depois de muitos escândalos provocados por arbitragens escandalosas e, em alguns casos, terem revelado a existência de uma verdadeira estrutura “fantasma” que definia o que se passava em todo o futebol português, o já famoso “caso do atraso” irá certamente entrar num galeria que já tem casos tão famosos como as “viagens da cosmos” ou o “apito dourado”.

O enredo é simples, como já Bruno de Carvalho o disse na recente entrevista televisiva. Uma equipa atrasa-se, muito mais do que o aceitável, para o início de uma partida decisiva para o apuramento de uma determinada prova, provocando uma discrepância temporal muito acima do normal entre essa partida e a outra onde se joga o futuro de mais duas equipas. Qualquer regulamento aponta para a derrota da equipa prevaricadora de uma forma clara e unânime.Mas em Portugal, este caso não deverá passar de um acontecimento do qual apenas se escreverá uma nota de rodapé na história do futebol português. Ou o contrário acontecerá, muito por culpa de Bruno de Carvalho. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem assumido uma postura que, mais do que honra todos os associados e apoiantes leoninos, como também o faz pelo futebol português, pugnando por justiça e transparência.

Mas que mais pode fazer o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol? Depois de se saber tudo sobre o Presidente desse órgão e nomeadamente os seus contactos e conhecimentos, onde se incluem alguns que dizem respeito a uma eventual simpatia pelo emblema prevaricador neste caso, esse mesmo Conselho decide adiar a decisão durante mais três dias, colocando em suspenso durante um pouco mais o futebol português.

Em primeiro lugar, e sendo o Presidente desse órgão um juiz jubilado, ficamos a conhecer mais um exemplo da justiça portuguesa, aqui desportiva, mas que transparece toda a celeridade que caracteriza e que em muito tem contribuído para deixar o país como está. Depois, fica claramente definido que só poderá haver uma decisão vinda desse Conselho, e a mesma nunca passará pela derrota do clube prevaricador. Este intervalo temporal passará apenas por um mero subterfúgio, ganhando tempo para o anúncio de uma decisão que não irá além de uma multa, muito por culpa do problema que agora se iria criar, tentando criar uma data para o jogo das meias-finais.

O que o Sporting deverá fazer é também muito simples. Consumada uma decisão que vai verdadeiramente contra o futebol português, deverá manter-se a promessa de apenas alinhar com jovens jogadores nesta prova, dando uma machadada na mesma. Desde o seu início que a Taça da Liga carece de credibilidade, sem acesso às competições europeias e com algumas polémicas pelo meio (veja-se a mão de Pedro Silva), contribui apenas para sobrecarregar o calendário competitivo e não o seu principal desígnio, a utilização de jovens jogadores.