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Lições de guerra

por 12 de Fevereiro de 2014À saída do estádio0 Comentários

Após o jogo abri as minhas redes sociais e pensei: “Volto amanhã quando isto estiver mais limpo.”

Não foi um bom jogo. Somos sinceros nisso. Em boa verdade já se sabia que, por uma questão de orgulho, muito se queria ganhar para poder moer a paciência aos nossos amigos rivais e, mais importante que isso, que eles não o fizessem a nós. Eles dedicaram a vitória aos comentários depreciativos sobre o seu estádio (até porque é normal ficar a 2 minutos de levar com uma chapa de zinco na cabeça, sempre dentro dos parâmetros de segurança) e questionaram-nos se já sabíamos quem era o melhor clube de Portugal.
Mas isso já sabemos há muito.

Os Auto-Intitulados de Melhor Clube do Mundo (AIMCM) festejam ainda a esta hora e dizem que foi apenas um treino. Dizem eles, que o importante agora é preparar o próximo jogo com o Paços de Ferreira. Podemos também seguir esses parâmetros pois para o campeonato ainda só jogámos uma vez com os AIMCM. Em Alvalade na primeira volta vi outra coisa. Estavam lá uns pinos que abusaram das faltas e embora tivessem saído com 1 ponto com muita sorte, ainda regatearam um fora-de-jogo (não activo num lance em que faltaram pernas aos pinos) achando que deviam ter ganho a partida. Se querem resumir tudo ao jogo de ontem, têm toda a razão. Não tropecem é no vosso ego, em mais um cliché, de final de campeonato.

O nosso presidente não falou do árbitro e a questão que muita gente coloca é “Porquê?!”. Dá- me prazer explicar que o árbitro não esteve mal. Aliás, ao não colocar em causa o trabalho do árbitro, ficamos assim reforçados com o que foi dito anteriormente em relação a maus profissionais da verdade desportiva que já nos prejudicaram.

Não falamos por falar, não nos desculpamos aos adeptos sempre que um resultado é mau. Ontem foi dito a esses mesmos adeptos que temos de fazer mais e melhor, porque toda a gente viu que o jogo não correu de feição ao rapazes de verde e branco. O árbitro fez o seu trabalho, este pelo menos sem casos de maior, e estamos bem com isso.

Reforçamos ainda que não perdemos a confiança nos jogadores escolhidos para substituir o Jefferson e o William, embora envolvidos directamente nos golos do adversário. Estamos em construção e com bons resultados. Temos o orçamento do plantel com o mesmo custo de alguns passes individuais de jogadores contratados por adversários directos. Caímos numa realidade financeira bem antes de algumas instituições (e algumas ainda estão para cair nela) e não precisamos de chegar a 2014 para apostar na formação, pois não tínhamos em conta chegar à final da Champions no nosso estádio até essa data, esquecendo por instantes a realidade da Europa do futebol.

Formámos embaixadores do futebol no mundo, continuamos a formar excelentes jogadores e não deixaremos que o último dérbie coloque algum destes valores em causa.
A nossa festa chegará. E quando chegar… já estará paga!