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A vitória e o talento da formação

por 15 de Janeiro de 2014À saída do estádio0 Comentários

De regresso às vitórias e com os olhos postos na próxima fase da Taça da Liga, os leões bateram o Marítimo por 3-0. Foi uma vitória justa, embora os números possam ser pesados para a equipa comandada por Pedro Martins.

Analisando a exibição do Sporting, sou levado a pensar que o resultado é melhor que a exibição. Longe de ser uma fraca exibição, a verdade é que apenas nos primeiros 15/20 minutos é que a equipa de Leonardo Jardim teve o verdadeiro domínio sobre o adversário. Foi um jogo partido e intenso, com ocasiões de golos nas duas balizas mas com o factor eficácia a pender exclusivamente para o lado da turma de Alvalade.

Antes dos destaques individuas, importa realçar o facto de ser o oitavo jogo consecutivo em que Sporting não sofre golos. Desde de 9 de novembro de 2013 que as redes leoninas se mantêm invioláveis. São mais de dois meses, independentemente de quem se encontra na baliza, seja com Rui Patrício no campeonato nacional ou com Marcelo na Taça da Liga, a verdade é que o Sporting está com um registo impressionante do ponto de vista defensivo, chegando a ser uma das melhores defesas europeias em termos estatísticos.

E para manter esta estatística, muito contribuiu o guarda-redes brasileiro e capitão de equipa, Marcelo Boeck. Sempre em grande plano, evitou por diversas vezes o golo maritimista. Com intervenções de altíssimo nível adiou sempre o golo e transmitiu muita confiança à equipa e aos adeptos. O Sporting pode gabar-se de ter um suplente com a qualidade de Boeck e, à qualidade indiscutível do guarda-redes junta-se ainda a mística Sportinguista que tão bem consegue encarnar. O número 22 da baliza dos leões foi, no meu entender, o homem do jogo.

Outro dos destaques vai para o “Super Slim”. O ponta de lança argelino, lançado a titular por Leonardo Jardim, apesar de não ter sido eficaz na hora de facturar mostrou-se em bom plano. Muito participativo no ataque, muito envolvido nos processos da equipa, o camisola 9 procurou sempre fazer o gosto ao pé e embora não tenha conseguido chegar ao golo, lutou, correu, foi ao choque, obrigou os centrais do marítimo a jogarem mais recuados e por isso merece sinal verde no global da sua exibição.

O último dos destaques vai para o binómio Academia/Talento. Ontem, no exigente tribunal de Alvalade, ao minuto 19´, um miúdo saído da academia, faz um daqueles golos de levantar o estádio. Carlos Mané de seu nome, é mais um produto da formação. Não sei se será mais uma pérola da academia, não faço a mínima ideia se será um Cristiano Ronaldo ou um Nani, contudo, sendo eu um apreciador das qualidades do número 36, de uma coisa eu tenho a certeza: Carlos Mané, capitão em todos os escalões da formação, é um dos jogadores do plantel leonino que mais noção tem da grandeza do clube que representa. O miúdo Mané, utilizando as palavras do grande senhor da formação Aurélio Pereira, pertence a um leque restrito de profissionais que tem 90% do talento dos ombros aos pés mas tem igualmente os 10% de cabeça. Tenha Esgaio, Iuri Medeiros, Tobias Figueiredo, Betinho, Zezinho, João Mário, Chaby, entre outros, a mentalidade e o profissionalismo de Carlos Mané e estou seguro que a quase totalidade destes miúdos talentosos, vestirão a camisola mais bonita do mundo.

E porque é de meninos que falamos. Quero deixar as últimas linhas do meu texto para dois craques made in Alcochete. Nani e Cristiano. No caso do primeiro, ontem quando Carlos Mané marcou aquele golo fantástico, o meu comentário em jeito de brincadeira foi: “Nani?! Pra quê?”. Mas brincadeiras à parte, se a vinda de Nani é servida como um presente envenenado para levar Wiliam por metade do preço, sou totalmente contra. Se a vinda de Nani for apenas para ganhar ritmo e regularidade competitiva, sendo o ex-extremo leonino um jogador com enorme talento, é logicamente, bem-vindo. Tudo o que seja fora deste âmbito, não sou a favor do seu regresso. Em relação ao segundo, palavras para que? O rei Ronaldo, é um fenómeno futebolistico. O bi-bola de ouro, é português e é da formação do Sporting. Isto de ser português é muito giro mas ser formado por “nós” é um orgulho ainda maior. Parabéns Cristiano Ronaldo!

Nota final: Duas palavras para Rinaudo: Obrigado,Capitão! E outras duas para João Mário: Até Já!