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O Sonho do Jamor

por 7 de Novembro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O jogo com o Marítimo era importante. Primeiro para estabilizar a equipa depois da primeira derrota sofrida com o FC Porto. Estabilização emocional e exibicional pois o Sporting que se apresentou no Dragão foi valente como poucos o são atualmente, mas ainda muito pouco para um confronto direto com tal adversário. Depois, para mostrar a todos e principalmente á comunicação social que este não é apenas um bom arranque de temporada mas sim uma nova ordem futebolística em que o Sporting estará sempre na frente ou perto disso.

Até ao golo de Capel essa exibição foi positiva. Porém, o recuo inexplicável das linhas e o atrevimento de uma equipa insular que vale mais do que a posição em que se encontra, permitiu dois golos que consumaram a reviravolta. Mas antes já se vislumbrou a classe da arbitragem portuguesa e do que nos espera até nos arredarem de vez. Bruno Esteves (nome a reter), tal como Carlos Xistra já o havia feito em Alvalade, assinou uma exibição no mínimo escandalosa que nos tentou retirar três pontos.
O segundo tempo foi também uma prova de que todos juntos, somos os melhores adeptos do mundo. Bruno de Carvalho tinha pedido a presença do 12º jogador e esse disse presente. O apoio foi tal que, vendo o jogo pela televisão como eu fiz, a certeza de que os três pontos seriam verde e brancos era total. Com Slimani a empatar o jogo e Adrien a confirmar essa nova “cambalhota” a vitória sorriu-nos, apesar de ter entristecido alguns que ainda tentam rebaixar a nossa equipa.

Agora importa pensar na Taça de Portugal. O nosso adversário vive em quase crise permanente, incapaz de lidar com as limitações evidentes do seu técnico e com um plantel totalmente mal desenhado. No final de contas, são a nossa antítese. Enquanto nós apostamos na formação de forma continuada, um caso do lado deles é logo o futuro do futebol português; nós tentamos fazer gastos apenas em último caso e eles gastam e gastam e gastam sem que alguém lhes aponte o dedo; o nosso nível exibicional é inquestionavelmente o mais excitante a nível nacional ao passo que eles jogam um futebol sem qualquer tipo de interesse e que depende do rasgo de um ou de outro jogador para resolver as partidas a seu favor.

Sim, vencer no Estádio da Luz é já uma miragem. Mas agora temos a melhor oportunidade para, invertendo esse cenário, dar início a um novo ciclo no terreno de jogo mais próximo da nossa casa. Importa fazer algo muito bem feito no Dragão, pressionar alto sem dar linhas de passe e espaços para desequilíbrios individuais, o fator chave do adversário. Porém, temos de ser atrevido no ataque, aproveitando os roubos de bola em zonas adiantadas para, com poucos toques, colocarmos a bola em “zona de morte”.
Dier, terás de ser mais rápido e afirmativo, não dando espaços e ajudando William Carvalho na primeira fase de construção de jogo. Jefferson, a primeira parte com o Marítimo não se pode repetir. Carrillo, se jogares tenta pelo menos jogar em equipa e passar a bola sempre que estiveres em risco de a perder. Vítor ou André Martins, jogue quem jogar, neste jogo terão de afirmar-se como verdadeiros organizadores de jogo, pensando e decidindo bem cada lance em que intervenham. Para acabar, Montero, a bola entrará na rede no momento certo.

Para todos, aconselhava Leonardo Jardim a mostrar-lhes o 5-3 também para a Taça de Portugal. Mostrar-lhes que, agora como então, o 12º jogador nunca vos abandonará e estará sempre presente. Depende só de vocês, dentro das quatro linhas, fazer-nos felizes mantendo o sonho do Jamor vivo.