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O Sporting e a Seleção Nacional

por 13 de Outubro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

As últimas temporadas do leão têm servido para muitas desculpas que, pouco a pouco, foram desacreditando o Sporting Clube de Portugal. Na semana passada, depois de mais uma manchete totalmente ofensiva para com o nosso emblema, o mesmo jornal desportivo decidiu fazer um “mea culpa”, realçando a influência que a formação de Alvalade na evolução da seleção nacional e do futebol português.

Os casos de Luís Figo e de Cristiano Ronaldo nem serão preciso avivar, situações em que uma possível rejeição de outro emblema, da sua preferência pessoal, levou a que o seu caminho fosse o de Alvalade. Importa sim relembrar a todos a situação na sua totalidade. Atualmente serão onze os jogadores com ligação direta ao Sporting ou à Academia de Alcochete e esse é um número quase sem paralelismo no mundo do futebol.

Retirando os dois nomes acima citados, o futebol português perderia dois dos seus maiores talentos, relegando-a para um segundo ou terceiro plano do futebol europeu e mundial. Mas o que dizer de jogadores como Rui Patrício, Miguel Veloso ou João Moutinho, só para citar os elementos que atualmente defendem o nosso país.

Nem é bom imaginar. Como também não é bom imaginar o que seria das nossas seleções jovens sem o contributo dos nossos “meninos”, muitas vezes neles alicerçados nas grandes conquistas do nosso futebol jovem. Porém, a quase rejeição do talento de Alcochete é evidente, como se comprova pelas muitas convocatórias de elementos de outros clubes, talvez motivadas por interesses dúbios, que acabam por mostrar pouco ou nenhum talento, redundando em prestações nada bem-sucedidas.

Mas porquê? Teremos sempre de sofrer ataques continuados devido a alguns anos de navegação à deriva? Todos os outros passaram por momentos complicados, mas nunca os vi serem atacados como somos. Fazer uma capa com William Carvalho, falando do seu vencimento, é um ataque ao jogador e à instituição. E ainda para mais William, uma das surpresas da Liga que, juntamente com o injustiçado Adrien, deveriam aumentar ainda mais o número de elementos fabricados em Alcochete na equipa das quinas.

A verdade é que, sem o Sporting Clube de Portugal, o futebol português nunca estaria em grandes competições e não passaria da irrelevância. Portanto, exigimos respeito. Mas iremo-lo ganhar da melhor maneira, dentro das quatro linhas, provando a tudo e todos que o Sporting é maior potência desportiva nacional.

Nota final para as vitórias no futsal, andebol e equipa “B”. Os primeiros continuam no topo da classificação e mesmo as raparigas parecem ter o mesmo instinto goleador. No andebol, a vitória na Taça EHF, frente ao Volendam quase apura os leões para a fase seguinte da Taça EHF. Na equipa secundária, Cissé voltou a estar em destaque ao dar os três pontos aos leõzinhos, justificando uma chamada à equipa “A”.