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O Realismo

por 9 de Outubro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Não consegui ver nem ouvir o jogo do Sporting Clube de Portugal com o Vitória de Setúbal. Porém, enquanto via um resumo que mostrava uma equipa fortíssima tanto na defesa como no ataque, capaz de desequilíbrios constantes e com um poder de finalização interessante, pensava no que era feito dos jogadores que iriam ser muito importantes para o desenvolvimento do futebol leonino nesta temporada.

Pedro Mendes, Tiago Ilori, Stijn Schaars, Santiago Arias, Diego Rubio e Bruma são alguns desses elementos. O que temos para os seus lugares? Marcos Rojo, Maurício, William Carvalho, Fredy Montero e Wilson Eduardo. O valor dos primeiros, ainda que mais ou menos provado dentro de campo, parece-me evidente. Mas a sua dimensão psicológica impedia-os de alinhar pelo Sporting nas devidas condições.

Por outro lado, os segundos mostram a raça do leão. De um leão que, já não esbanjador como no passado, tenta recolar os cacos de uma gestão desastrosa com toda a cautela. A saída dos primeiros permitiu poupar dinheiro, mas também poderia ter sido feita por outros valores, mais satisfatórios para nós. Mas o realismo tem de imperar. O realismo de assumir que o Sporting era, no final da temporada passada, um clube de rastos, capaz de ser vencido por muitas equipas portuguesas e europeias de primeira e segunda linha competitiva.Estes reforços, alguns provenientes da formação, outros através de empréstimos ou negócios finalizados por valores baixos, conseguiram, primeiro que tudo, acreditar no Sporting. Acreditar que aqui iriam vencer e dar a vencer ao clube podendo, como importa invocar, partir depois para emblemas e campeonatos muito mais competitivos que o nosso.

A nós, resta-nos ter calma e apoiar sempre os nossos homens pois é evidente que todos, jogadores e equipa técnica, estão atualmente a remar para o mesmo lado. Poucos defeitos há a apontar a uma equipa a quem todos não passavam qualquer tipo de crédito no início da temporada. E sim, se nós todos na bancada e em casa remarmos com eles, não se surpreendam se o destino for mesmo o topo.