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Festa é festa

por 20 de Outubro de 2013Hoje é dia de Sporting0 Comentários

A questão surgiu por diversas vezes esta semana. Em casa ou no café, em certo momento, durante estes últimos dias, houve sempre alguém que acabou por perguntar: “Quem é o Alba?”. Sport Clube Alba. O nome, que pouco ou nada diz aos adeptos – e muito menos aos menos apegados à festa da bola – do futebol, pertence a uma equipa de Albergaria-a-Velha, que disputa a 1ª. Divisão da A.F. Aveiro. E porque joga o Alba em Alvalade? Trata-se de um dia especial, 90 minutos em que todos ficamos enternecidos perante a verdadeira democratização do futebol. A isto chama-se: a “festa da Taça”.

Rumar a Alvalade em dia de Taça é, para muitos, uma recordação que perdura para sempre na memória. Muitos são os que se estreiam na casa leonina a convite de um jogo da Taça de Portugal. O horário geralmente mais atractivo para ir à bola em família; a expectativa de um desafio repleto de golos; e o ambiente menos rígido – quando comparado com os encontros para o campeonato –, fazem deste domingo um óptimo dia para sair de casa, quer seja para uma estreia, quer para continuar a marcar presença em Alvalade. Para os sportinguistas naturais da zona de Albergaria-a-Velha, por exemplo, o jogo assinalará um momento ímpar e que, de certeza, fará parte das conversas locais por muitos e bons anos.

Em 2012/13, na mesma 3ª ronda da competição, a conversa foi outra. Se, por estes dias se respira confiança em Alvalade, o que permite a Leonardo Jardim experimentar e colocar em campo ideias um pouco diferentes das que tem apresentado na Liga, no ano passado, Oceano Cruz – em funções interinas e de agente remediador – colocou em campo a quase totalidade das peças com melhores condições e acabou derrotado por 3-2. A isto, para além de um Sporting em busca de um caminho – que parece finalmente ter encontrado –, também se chama a “festa da Taça”.

O dia da Taça de Portugal frente ao Alba, em especial numa eliminatória madrugadora da competição, reproduz um conjunto de expectativas. Por um lado, queremos a vitória. Queremos vencer com vários golos, muitos golos, e dos jogadores menos utilizados, para que conquistem a nossa confiança e a do treinador. Queremos a festa nas bancadas, as tarjas, os cânticos, o Jubas e as famílias aos magotes. Queremos que Alvalade seja uma verdadeira casa com vista para o palco, para nós e para quem nos visita. Por outro lado, no campo adversário está uma equipa com muito menos condições, com outras ambições, menos dotada, sem grandes profissionalismos, e com quem, por vezes, até pela história de vida de um ou dois jogadores, acabamos por simpatizar.

A missão é simples: entrar em campo, disputar cada lance com a mesma intensidade, jogar com qualidade e resolver cedo. Cumpridos estes passos – o que, tendo em conta a diferença de valores entre as duas equipas, não parece ser complicado –, aí sim, será possível relaxar, pensar no jogo enquanto festa e, eventualmente, dar espaço a um ou outro pequeno sobressalto digno da festa do futebol. Se tal acontecer, ninguém leva a mal, é Taça!