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Um bom domingo no Algarve

por 16 de Setembro de 2013À saída do estádio0 Comentários

Jogo a um domingo à tarde, bom tempo e preços razoáveis, foram certamente razões apelativas para assistir ao Olhanense – Sporting. No estádio do Algarve, estiveram presentes cerca de 11 mil espectadores, números inéditos para a equipa de Olhão e que constituem, portanto, um novo recorde de assistência. Ontem, a onda de entusiasmo que se tem vivido no clube e à volta dele, arrastou-se até ao Algarve, dando a leve sensação de que o Sporting estaria a jogar num "mini- Alvalade". Os jogadores aperceberam-se disso e entraram em campo com determinação e vontade de vencer.Apesar do domínio constante e de algumas oportunidades desperdiçadas nos primeiros 45 minutos, ao contrário das primeiras jornadas, a turma de Leonardo Jardim foi para o intervalo sem qualquer golo marcado. Porém, o Sporting deixava antever o que se iria passar na segunda parte. Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, primeiro por Montero depois por André Martins, o Sporting resolveu o encontro. Os quinze dias de paragem não foram benéficos para alguns jogadores, mas perante a nossa competência e eficácia nos segundos 45 minutos, o Olhanense redeu-se e acabou por se resignar ao resultado. A equipa de Abel Xavier, mostrou ter poucos argumentos para contrariar a superioridade leonina. A vitória é justa e não merece discussão.

No plano individual quero salientar as exibições de Jeffreson e Dier. O primeiro continua a ser uma excelente revelação. Melhor a atacar que a defender, é certo, mas ainda assim, acrescenta ao lado esquerdo do Sporting muita largura e profundidade. O segundo, mesmo após uma paragem e sem o ritmo de jogo dos seus colegas, demonstrou uma vez mais que a curto prazo será uma pedra basilar na equipa leonina. Dier, tem muita classe!

No lado mais negativo, aparece Wilson Eduardo. Uma exibição frouxa do extremo leonino, que pouco inspirado e sem iniciativa no um para um, passou ao lado do jogo. É verdade que rubricou mais uma assistência, contudo, realizou uma exibição fraca e sem chama. Do lado dos destaques que menos brilharam, acrescento ainda Adrien. Embora não tenho jogado mal, foi evidente o cansaço que o médio apresentou.

Neste jogo, como é hábito, e normalmente pelas piores razões, a arbitragem também teve "influência" no resultado. Há agora quem utilize os exemplos mais recentes, como arma de arremesso na tentativa de retirar a qualidade e o mérito aos jovens leões. Se nos últimos dois jogos, Montero marcou dois golos em fora de jogo e isso teve influência, também nos últimos dois jogos do Sporting, os vermelhos que deviam ser mostrados por entradas assassinas, ficaram no bolso dos senhores do apito. Este facto, para alguns pode não parecer, mas também está dentro do campo da "influência". Mas vamos voltar ao que realmente interessa.

O nosso Sporting, apresentou sete jogadores oriundos da formação no 11 inicial. O nosso Sporting, está isolado no segundo lugar, fez 10 pontos em 12 possíveis, tem zero derrotas, tem o melhor ataque e o melhor marcador da Liga. O nosso Sporting está personalizado, está coeso e os festejos dos golos foram a prova de que está extremamente unido. Repararam nos festejos de Rinaudo e Boeck, no golo de Montero? Repararam nos abraços de André Martins a Leonardo Jardim? Repararam no fim do jogo, o presidente a bater com a mão no coração e a erguer o punho para a bancada, num claro sinal de força e união entre os Sportinguistas?

No fim sei que todos repararam, num pequeno rapaz. Um rapaz que em tempos, sonhei ser eu, a entrar em campo, a correr atrás de um dos meus ídolos para pedir-lhe a camisola e ir até ao centro do relvado, vesti-la e beijar o símbolo do meu clube, tentado explicar ao mundo o sentido daquela história de: "Ser do Sporting não se explica. Sente-se!"