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Travão de mão

por 23 de Setembro de 2013À saída do estádio0 Comentários

O resultado da receção ao Rio Ave representa algo mais do que apenas dois pontos perdidos. Mostra também que a euforia que vinha contagiando todos os sportinguistas poderá ser refreada. Travada mas não apagada, pois a equipa que fez este resultado, foi a mesma que entusiasmou todos nós nos primeiros encontros da temporada.Importa relembrar as palavras de Bruno de Carvalho. O nosso Presidente afirmou que era impossível fazer a melhor temporada de sempre logo após o ano mais negro da nossa história. Muitos de nós beberam estas palavras, mas houve muitos mais que, levados pelo futebol afirmativo e altamente eficaz dos rapazes de verde e branco, acreditavam que este novo Sporting era incapaz de escorregar.

Agora, o pobre futebol evidenciado no final da primeira parte e na segunda metade tem forçosamente de nos preocupar. O nosso estádio tem de ser uma fortaleza inexpugnável para todos os nossos adversários, onde o nosso futebol é mais temido e toda a envolvência, fora das quatro linhas, terá de ser ainda mais atemorizante para os nossos oponentes.

Enfrentámos uma boa equipa que pratica um futebol pouco habitual em equipas daquela dimensão. Isso torna a Liga mais competitiva, mas também mais propensa ao nosso tipo de futebol. Já é mais do que evidente que a manutenção da posse de bola é um fator chave da nossa equipa que, aliado ao facto de precisarmos de poucas oportunidades para finalizar com eficácia, deverá tornar-nos numa equipa ainda mais perigosa.

 
Porém, não foi isso que aconteceu. Espaços existiram sempre, mas a eficácia não disse presente, levando ao desespero milhões de sportinguistas que ansiavam por chegar ao topo da classificação. Até perto do final, quando Fredy Montero inventou aquela jogada, os deuses do futebol nada quiseram com o colombiano e ficou fechado o resultado final.

São dois pontos perdidos em primeiro lugar por ser em nossa casa e frente a um rival muito menos cotado. Em segundo lugar pois, como se viu no decorrer da jornada, poderíamos estar agora a olhar para baixo na tabela á procura dos nossos maiores adversários. Porém, o futebol foi fraco e, não podendo continuar desta forma, terá de ser altamente revisto se o objetivo é, como todos nós esperamos, vencer categoricamente em Braga.

Sim, e já agora, o descaramento de Carlos Xistra é impagável. Dizer que não viu algo que até a pessoa que estava no local mais longe do lance no Estádio José Alvalade viu com clareza, e sem precisar de qualquer tipo de repetições, não entristece porque já é habitual. A nossa missão terá de ser apenas uma, lutar contra tudo e todos, procurando a vitória sem precisar de depender de lances assim para somar três pontos.

Este terá de ser o nosso desígnio.