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O que fazer contigo, Zakaria?

por 6 de Setembro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

De todos os dossiers complicados que o Sporting ainda tem para resolver, existe um que merece uma reflexão e uma abordagem diferente. Em relação a Jeffren, Bojinov e Evaldo, penso que não existe discussão. São activos desnecessários para o clube. Neste momento só consigo descortinar duas soluções para estes casos: Ou através de uma rescisão amigável, ou a venda imediata ao preço da chuva. E tanto uma como outra, são opções mais do que válidas. Porém, no caso Labyad exige-se uma análise mais ponderada e racional.Foi de domínio público, que a direcção de Bruno de Carvalho não ia compactuar com os altos salários que alguns jogadores do Sporting auferiam. Gelson, Schaars, Miguel Lopes, Arias e Viola foram os primeiros a sentir na pele estas novas medidas. Depois seguiram-se Onyewu, Boulharouz e Pranijc. Aos poucos e poucos, o Sporting foi-se libertando destes elevados encargos mensais. Muito mudou no Sporting e esta política salarial com o objectivo de reduzir os custos, foi uma das que mais sobressaiu neste nova face do leão. Até ao momento, a nova direcção já conseguiu poupar 12 milhões de euros nos 25 casos resolvidos.

Labyad chegou a Alvalade numa altura em que se vivia o tempo das vacas gordas. Com um prémio de assinatura surreal e com um ordenado pornográfico, o marroquino foi facilmente seduzido para jogar de leão ao peito. É verdade que não foi Bruno de Carvalho a criar este imbróglio mas é igualmente verdade que o jogador não tem culpa de assinar um contrato que lhe foi apresentado pela anterior direcção.

Neste momento não se vislumbra outra opção que não passe por ficar com o jogador marroquino. E se assim é, não devemos valorizar um activo ainda por cima com potencial? O facto de ele treinar à margem do plantel, faz com que o Sporting deixe de lhe pagar o salário na totalidade?!

Muitos Sportinguistas são da opinião que rendeu muito pouco até ao momento, o que é verdade, embora este ano existam vários exemplos de que o ano passado, não serve de referência para nada. Vejamos o caso de Adrien. Na época transata parecia que se arrastava em campo. Sem atitude, nem qualidade, foi um dos mais apupados pela exigente massa adepta. Este ano apareceu totalmente transfigurado. Este Adrien é a diferença do dia para a noite, inclusivé, já cheguei a ler na blogosfera leonina, que agora é “Adrien e mais 10”. Ou seja, este é um dos exemplos que me faz crer que na imensidão de problemas que Labyad tem vivido em Alvalade, existe nele, talento de sobra para os poder ultrapassar.

Por muito que se tenha tentado colocar este jogador na Holanda ou na Turquia, o empresário do jogador, que fala demais diga-se de passagem, afirmou sempre que o seu representado pretendia ficar e crescer no Sporting. As poucas vezes que Labyad falou da sua situação no Sporting, utilizou sempre uma linguagem cuidada e vincou de forma constante que se sente muito bem no clube. Apesar de não ser tratado da forma mais cordial e profissional, o marroquino nunca demonstrou má vontade, nem amuos, antes pelo contrario, mostrou-se sempre disponível e preparado para honrar a camisola do Sporting.

Labyad, trouxe consigo a fama de puto craque. Na Holanda, era considerado uma das próximas estrelas do futebol europeu. Com um futebol que se traduzia em golos e assistências, o número 20 leonino chegou a ser alvo de cobiça por parte de muitos “tubarões” da europa. No ano passado, pouco ou nada produziu em campo, mas observando um por um dos que transitaram para o plantel desta época, apenas Rui Patrício manteve – e ainda bem – o nível a que nos habituou, todos os outros melhoram substancialmente.

Com os ares de tranquilidade que se respiram em Alvalade neste momento, penso que estão criadas as condições necessárias para que Labyad pegue de estaca no plantel principal e de seguida, pé ante pé, provar que realmente existe ali um craque. A dobrar coletes ou a treinar à parte, será muito mais complicado tirar proveito deste activo.

Uns negócios serão melhores que outros. Isso é imutável. Agora cabe à direcção do Sporting, analisar e ponderar se a política seguida neste caso, está ser a mais correcta ou a mais acertada. Pessoalmente, penso que não, mas o tempo tratará de me dar ou não razão.