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Casa arrumada

por 3 de Setembro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O mercado de transferências fechou e com esse fecho confirmaram-se as saídas de Tiago Ilori e de Bruma. Dois jogadores bastante distintos um do outro mas cujas situações ameaçavam tornar-se semelhantes e muito prejudiciais para o Sporting Clube de Portugal. Antes, já se haviam confirmado as saídas de Jeffrén, por empréstimo para o Espanyol de Barcelona, de Pranjic através da rescisão de contrato, e de Rubio e Zezinho, emprestados por uma temporada para Pandurii e Veria, respetivamente. O alívio na folha salarial é notório e permitirá uma melhor gestão dos recursos financeiros á disposição da direção do Sporting Clube de Portugal.


O caso de Bruma já aqui, como em todos os sítios relacionados com futebol, foi esmiuçado, por mim e pelos meus companheiros de atividade n’As Redes do Damas”. Após a resolução da Comissão Arbitral Paritária ficou claro para todos, e aí não me incluo pois já havia fechado a minha opinião sobre o assunto, que Bruma nunca quis voltar a alinhar de leão ao peito. Bem, a vontade nunca poderemos saber exatamente se seria de Bruma ou dos seus representantes, verdadeiros mercenários que no futuro se provará estarem sempre ao lado do jogador, ou só até certo momento da carreira.

O caso de Tiago Ilori, apesar de algumas diferenças, caminhava para um impasse semelhante. A vontade do jogador foi soberana, como o deve ser sempre, e essa já não via o Sporting Clube de Portugal como o clube adequado para a continuação do seu desenvolvimento como jovem jogador de futebol. As suas capacidades não foram comprovadas, devido ao pouco tempo de utilização, mas mostrou alguma coisa do que poderá vir a ser no futuro. Isto se conseguir bater a forte concorrência que terá em Anfield Road, aspeto que parece demonstrar que um jogador agora não cresce com competição, mas sim a treinar a alinhar pela equipa secundária. Consiga Tiago Ilori dar a volta a toda a concorrência ou iremos ficar tristes por ver o seu talento a ser aproveitado daqui a uns anos por um Macclesfield desta vida.

O que dizer dos outros? Pranjic, claramente um jogador a entrar no declínio da sua carreira. Os casos de Rubio e Zezinho são diferentes. A folha salarial sai a ganhar, mas também os jogadores e o Sporting. Se ambos crescerem competitivamente nos respetivos clubes, é evidente que ganharemos ou com mais uma opção válida para o nosso onze, ou com um encaixe financeiro que poderá sempre surgir.

Quando escrevo, só o valor de Ilori está confirmado. A selar o negócio de Bruma pelos valores ventilados, acho que a crítica negativa não poderá ser atirada contra a direção liderada por Bruno de Carvalho. Muito tenho defendido e criticado quando é merecido, mas agora não há um sportinguista que possa ficar zangado com Bruno de Carvalho. Este realizou dois encaixes financeiros que cobrem só o valor do orçamento da equipa de futebol profissional. Canalize esses fundos para a estabilização do universo Sporting Clube de Portugal e nada lhe poderá ser apontado no futuro.


Nota final, não com menos importância, para a equipa de futsal e para Emanuel Silva. Os primeiros continuam uma série brilhante a que, depois da temporada vitoriosa, juntou-se a conquista justíssima de mais uma Supertaça, dando o sinal para mais uma temporada de sonho da equipa leonina. O nosso remador Emanuel Silva, em parelha com João Ribeiro, merece um aplauso de pé. Campeão do Mundo júnior em 2003, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, foi capaz de superar a “deserção” do seu antigo parceiro e voltou a subir ao topo da modalidade na disciplina de K2 500 metros. É também mais um símbolo do nosso ecletismo, e mais uma prova de que, até em modalidades não tão mediáticas, o Sporting Clube de Portugal está presente, como um dos baluartes do desporto em Portugal

Sporting não de Lisboa, mas de Portugal