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A verdadeira Escola

por 19 de Setembro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

No domingo passado, a equipa do Sporting Clube de Portugal encheu-me de orgulho. Não só pelo resultado, não só pela entrega, mas também devido ao alinhamento inicial que Leonardo Jardim compôs para bater a equipa do Olhanense. Sete é o número chave. Não se trata do número da camisola de algum jogador, mas sim do número de elementos que começaram o jogo desde o início que fizeram parte ou a totalidade da sua formação futebolística com a camisola verde e branca.Reconhecida internacionalmente, mas vá-se lá saber porquê, ainda colocada em causa por vezes dentro do nosso país, a formação do Sporting é uma das melhores escolas de formação do Mundo no que ao futebol diz respeito. Ponto. Nem há qualquer sombra de dúvidas quando observamos Figo e Cristiano Ronaldo, jogadores que chegam ao topo do futebol mundial. Há mais exemplos, mas importa olhar mais para os que agora representam o Sporting.

Rui Patrício, Cédric Soares, Eric Dier, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins e Wilson Carvalho, e também Rúben Semedo estava no banco de suplentes. Estes jogadores são a prova de que, ultrapassando dificuldades de diferentes tipos, se consegue, com muita persistência e alguma sorte, um “lugar ao sol” no futebol português e europeu. Todos foram campeões nos escalões de formação e passaram, com a exceção de Rui Patrício e Eric Dier, temporadas emprestados de modo a ganhar experiência para singrar na equipa do Sporting.

Cédric Soares tem surpreendido pela segurança defensiva, William Carvalho, Adrien e André Martins forma um trio que já impõe respeito aos adversários, devido á entrega, entreajuda e arte que todos aplicam no jogo. Wilson Eduardo é já o rei das assistências da Liga, com um arranque de temporada que coloca em causa todos aqueles que afirmavam que o jovem português não era jogador para alinhar por um emblema com as responsabilidades do Sporting.

Todos eles são internacionais pela seleção nacional ou têm as portas da mesma abertas. E isto numa temporada que termina com um Campeonato do Mundo pode dizer muito das aspirações do Sporting. Todos jogando o futebol que têm demonstrado e que tem colocado o Sporting no topo do futebol português, podem sem problemas ser chamados por Paulo Bento, resultando ainda, em virtude dessa participação no Mundial, em eventuais encaixes financeiros tão necessários para os cofres do Sporting Clube de Portugal.

Todos eles são também exemplos para aqueles que continuam a teimar queimar etapas na sua formação, apostando na ida para clubes que nem sequer olham para a formação como elemento “abastecedor” da equipa principal.

Exemplo dessa aposta é o investimento que será feito no estádio da Academia de Alcochete, vital para a utilização deste como casa da equipa “B” e que irá beneficiar tanto os jogadores da “B”, como os jovens que, morando na Academia, poderão ver mais de perto esses jogos, sonhando com a entrada nessa mesma equipa, por sua vez, porta principal para a equipa “A”.

Nota final para a equipa “B”. A excelente campanha da temporada passada tem sido esquecida por críticas incompreensíveis para a inclusão de elementos da equipa principal nos seus embates, quando o que se passa nos nossos rivais é que se trata de um verdadeiro escândalo. Utilizar reforços que custaram alguns milhões de euros na equipa secundária é que devia ser pensado como método, ou não, de beneficiação do crescimento do jovem jogador. Em segundo lugar, o que se passou em Portimão envergonha todos aqueles que gostam do futebol português. Enquanto ainda existirem árbitros a atuar a este nível em Portugal, o nível de suspeição, nunca bom para o futebol, continuará a assombrar os clubes portugueses, cientes de que tudo poderá já estar resolvido antes da temporada começar.