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Notas sobre um Domingo “Normal”

por 20 de Agosto de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Nem o sportinguista mais otimista imaginaria uma entrada tão afirmativa na Liga. Acho que falo por todos quando penso sempre que tudo pode correr mal. Quando Bruno Amaro inaugurou o marcador, uma nuvem negra abateu-se sobre Alvalade, daquelas semelhantes às que se observaram nas últimas temporadas, capazes de tudo levar, reduzindo o grande Sporting Clube de Portugal a uma equipa banal.

Mas logo no recomeço de jogo, todos vimos que o muito que ainda faltava disputar seria diferente. Em primeiro lugar o público. Os nossos adversários já perceberam que em Alvalade, o Sporting joga novamente com doze jogadores. Os adeptos dizem presente, apoiam a equipa em momentos adversos e acabam por empolgar os jogadores para exibições muito positivas.


Em segundo lugar a juventude. Nunca gostei de definir um ou outro nome expecífico como decisivo para um resultado, mas ação de Wilson Eduardo e de William Carvalho foi muito importante. O primeiro vem, pouco a pouco, calando opiniões que defendiam a sua falta de qualidade para alinhar de leão ao peito. Frente ao Arouca respondeu com a sua imprevisibilidade e movimentação constante, capazes de fazer um passe para golo e marcar outro. William Carvalho foi capaz de, longe dos olhares de todos, passar dois anos de empréstimo na Bélgica, a aprimorar aquilo que nós vemos agora. Uma excelente capacidade física e visão de jogo bem como uma entrega capaz de fazer corar muitos e que será muito útil ao longo da temporada.

Em terceiro lugar, o ponta de lança disse presente, e de que maneira. Fredy Montero revelou sentido de posicionamento, qualidade na receção e capacidade de colocar a bola na baliza do adversário. Aproveitou-se da fraca qualidade defensiva dos centrais adversários, é certo, mas um ponta de lança não pode nunca ser um “pinheiro”. Tem de procurar a bola, rematar e tentar ser decisivo. Montero fez isso de uma forma brilhante na estreia e marcou um golo de levantar o estádio, empolgando os adeptos para o que o colombiano possa ainda fazer esta temporada.

O ânimo excessivo é prejudicial e esse é um dos problemas de todos nós, sportinguistas. Quando se vence desta forma, é normal que existam exageros mas é importante pensar que, num passado não tão longínquo, receber assim um recém primodivisionário não era assim tão fora do comum. Finalmente podemos estar a acompanhar o início de uma temporada em que o Sporting, jogo a jogo, esteja de volta. Lutando, contra tudo e todos, mostrando estar forte para um futuro que se deseja ser de muitas vitórias.

Nota final: Diego Capel entrou em campo disposto a deixar a vida em campo. A sua impetuosidade e capacidade de dar tudo mostrou que o espanhol, apesar de ter começado o encontro no banco de suplentes, não está descontente e aceitará jogar quando e como o treinador quiser, ajudando esta juventude que vai despontando a tornar-se ainda mais competitiva.


Sporting não de Lisboa, mas de Portugal