Onyewu-operado-com-sucesso

Exemplos

por 13 de Agosto de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Neste defeso, o conceito futebolístico mais mencionado, discutido e definido foi o da disciplina. Na verdade, o final de época tempestuoso de alguns, apesar de não ter alastrado como se esperaria, foi alvo de uma manobra de dissimulação que se assemelha em tudo á criação de uma corrente única de atividade crítica.

Sim, a gestão de um plantel como o Sporting Clube de Portugal é muito complicada e tem muito que se lhe diga. Em primeiro lugar, o treinador é soberano, decidindo á partida quais os elementos que pretende e quais, de entre aqueles que já fazem parte do clube, não conta para a época que se avizinha.

Posteriormente á decisão do treinador, surge a questão financeira. A venda de um ou mais elementos torna-se necessária ou apelativa, assim como qualquer movimento contrário, de entrada no plantel. A presente época do Sporting é sinónimo desta linha de atuação. Inicialmente, Leonardo Jardim teve liberdade para avaliar os jogadores que pretendia ou não e, posto isso, as necessidades financeiras tomaram a rédea da direção do futebol leonino.


Aqui chegados, os casos de Onyewu e de Labyad, apesar de díspares, são exemplos desta linha. O primeiro nunca contou para Leonardo Jardim. Apesar de imponente e forte no jogo aéreo, Jardim pretende centrais rápidos e com bastante mobilidade, que subam no terreno e tomem parte ativa no jogo de equipa. Para piorar a sua situação, a intervenção cirúrgica que realizou, á revelia do clube, permitirá a rescisão ao Sporting, poupando assim um valor bastante elevado em vencimentos.

Labyad, é o exemplo de que muito talento não faz um grande homem. O marroquino assinou um contrato assassino para o clube. A culpa não foi sua, é verdade. Mas a preponderância que poderia ter neste Sporting de Jardim, jogando mais e melhor, deveria ter sido acompanhada pela redução do seu vencimento, dando um passo atrás para poder dar dois em frente, já que o seu talento assim o permitirá. Os desabafos do seu empresário, e os seus devaneios pelas redes sociais bem como o eventual comportamento arrogante e prepotente mostram que, apesar de dizer querer ficar no Sporting, o marroquino não poderá interessar no nosso caminho.


Agora, importa refletir. Se estes eventos ocorressem noutros clubes, teriam o mesmo ou ainda mais destaque? Ou seriam escondidos e abafados como se nunca tivessem ocorrido? O Sporting Clube de Portugal é grande demais para se poder esconder a verdade. E essa sim, deve ser a divulgada e não a mera especulação, exponenciada pelo mau momento financeiro que vivemos.


Sporting não de Lisboa, mas de Portugal