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A Tabanca de Bruma

por 23 de Agosto de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Bruno de Carvalho manteve, na entrevista concedida ao jornal “A Bola”, a coerência que tem demonstrado sempre que o tema que vem á baila é o da manutenção ou não de Bruma. Na verdade, o Sporting Clube de Portugal nada tem contra Bruma ou o seu trabalho sempre que alinhou de leão ao peito. O problema e cerne da questão prende-se apenas e só com a atuação do seu empresário e tutor bem como do seu advogado.

A decisão da CAP, agora conhecida e favorável ao nosso clube, mostra que a direção do Sporting teve sempre razão, ao invés dos representantes do jogador. E é isso que mais me impressiona neste caso. Nunca Bruma veio a terreiro afirmar, perante as câmaras de televisão ou dos gravadores dos jornais, que não queria ficar no Sporting, que se sentia magoado com o clube e que havia sido maltratado pelo mesmo.


Nunca o Sporting, como neste processo, havia sido tão vilipendiado quanto às suas características de formador futebolístico de excelência. Afirmar que o Sporting desrespeita um jogador, não o trata bem e não lhe paga condignamente é fechar os olhos a uma história centenária de formação futebolística. E é na figura do agente que Bruno de Carvalho centraliza a entrevista.

A impossibilidade de reunir com todos os envolvidos á mesma mesa mostra toda a vontade que os representantes, e não o jogador, tinham em renovar contrato com o Sporting. As declarações enigmáticas do jogador, malabaristas do tutor e ridículas do advogado contribuem para completar o lote de um filme que acabou por sair favorável ao Sporting.


Afinal de contas, ainda antes do Mundial sub-20 na Turquia, tudo estaria acordado para Bruma continuar a alinhar de verde e branco. Porém, as exigências dos seus representantes que, não satisfeitas pelo Sporting, levaram a que se virassem para outros emblemas, afastaram Bruma de Alvalade. Mas a decisão da CAP assume que o Sporting ainda detém, como seria de esperar por todos, os direitos desportivos de Bruma para esta temporada.

Assim, que fazer? Ficar com Bruma ou vendê-lo? Nenhuma das duas, Bruma não abdicará dos seus representantes que, como afirmou o seu advogado, irá partir para a rescisão unilateral do contrato que o liga ao Sporting. Sairá assim de Alvalade, pagando aquilo que é devido, e jogará por outras cores já nesta temporada.

Sinceramente, muito me custa falar de Bruma. Como adepto fiquei muito entusiasmado com o seu futuro, contudo, agora, considero que o jogador é o elemento que tem menos culpa na situação, mas que não está isento dela. Na verdade, deixando os seus representantes atuais, sabemos que a atuação do luso-guineense iria ser totalmente diferente pois, na última entrevista propriamente dita, Bruma afirmou querer renovar com o Sporting.

Bruma não estará certamente mas em Coimbra entrarão onze valorosos leões que, depois de terem entrado de rompante na Liga, tentarão trazer mais três pontos para Alvalade mostrando que “a nossa força é brutal”.


Sporting não de Lisboa, mas de Portugal