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A derrota foi o menos…

por 6 de Agosto de 2013À saída do estádio0 Comentários

Ontem, em Portimão, o Sporting realizou o sexto jogo de preparação e averbou a primeira derrota. Se a base para as vitórias nas ultimas partidas, foi construida a partir da solidez defensiva, frente ao West Ham, os brindes da defesa leonina eclipsaram tudo o que de bom foi feito durante os 90 minutos.

Brindes à parte, contra uma equipa de chutão para a frente, muito musculada e a “dar pau” constantemente, é difícil exigir mais aos jovens leões. A atitude, a garra e a vontade, continuam lá. Mas tudo se complicou ainda mais quando se junta a esta equipa de caceteiros, um campo de futebol que mais parece um batatal. Os nossos leões, perante a tamanha agressividade destes "camones" e um ervado impróprio para a prática do futebol, foram obrigados a utilizar o físico em detrimento da técnica e neste ponto, estamos uns furos abaixo dos ingleses. 

Dentro das quatro linhas, Adrien, voltou a estar igual ao que se apresentou desde o início da época. Para mim, o melhor em campo. Recuperou bolas, foi ao choque, lutou, correu e foi sempre o mais esclarecido nesta turma de Leonardo Jardim. Depois de Adrien, Carrillo. O peruano, ontem, apesar de estar a jogar num ervado, conseguiu criar perigo com as suas arrancadas. Tentou serpentear os armários ingleses e esteve bem perto de fazer o 2-0 e matar o jogo, mas como diz o velho ditado futebolístico: "Quem não marca, sofre!"


E foi isso mesmo que aconteceu. Em dois minutos dois golos, duas ofertas e a cambalhota no marcador estava feita. Até ao final, mais dois golos, muitas substituições e pouco mais a acrescentar.

Leonardo Jardim, contínua a ter muito trabalhado pela frente, contudo espero que no próximo jogo frente aos lampiões do norte, o treinador apresente um Onze mais perto daquele que jogará dia 18 de Agosto. 

Por último, não posso deixar de me sentir envergonhado com a atitude populista e disparatada por parte de Bruno de Carvalho no final do encontro. Num jogo amigável, protestar com o árbitro, dar raspanetes aos jogadores e retirar a autoridade do treinador perante a sua equipa, é uma atitude de se lamentar. Bruno de Carvalho, não é um adepto, é o Presidente do Sporting Clube de Portugal e isso obriga-o a ser mais controlado e menos efusivo no banco de suplentes, principalmente quando as coisas derem para o torto. Porque se ontem a brincar foi o que foi, não quero imaginar quando for a doer.


Sporting sempre.