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Existirá sempre Futuro

por 22 de Julho de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O mais otimista dos sportinguistas nunca imaginaria que este fim-de-semana desportivo se iria saldar tão positivo. O estágio no Canadá iria ter como ponto alto o confronto com o Peñarol, campeão uruguaio, ao passo que a marcação da Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa para este mesmo fim de semana, obrigou a que fosse a equipa secundária, orientada por Abel, a defrontar o Benfica nas meias-finais.

E, contra o Benfica, o teste avizinhava-se complicado, pois, à exceção de Harramiz, o ponta-de-lança alvo de uma tentativa de endeusamento por parte dos comentadores da RTP, o onze inicial do nosso rival era mais ou menos rotinado na equipa principal. Depois de estar em desvantagem, foi através de dois cabeceamentos, quase tirados a papel químico, que o Sporting deu a volta –  primeiro por Nuno Reis e depois por Fokobo.
O jogo com o Peñarol foi mais disputado, ou não fossem duas equipas com um ritmo competitivo claramente diferente. A equipa apresentada por Leonardo Jardim também primou pela juventude, com uma linha avançada composta por Wilson Eduardo, Filipe Chaby e Cristian Ponde, os dois últimos fabricantes do primeiro golo e dos melhores elementos em campo. O auto-golo de Maurício colocou tudo igual, mas foi o jovem William Carvalho a desempatar. Ainda assim, antes do intervalo, as fragilidades defensivas voltaram a ser colocadas a nu com o golo do empate uruguaio.

O terceiro golo do Peñarol também foi fruto de uma desatenção defensiva, mas, já perto do final do encontro, Salim Cissé empatou e levou o encontro para o desempate dos pontapés da marca de grande penalidade. Aí, o Sporting foi feliz e bateu os uruguaios, trazendo para Portugal um resultado sempre moralizador, quando o objetivo é preparar a equipa.

Já a final da Taça de Honra, frente ao Estoril, confirmou a qualidade de uma equipa verde e branca que defrontou uma das revelações da temporada passada e participante na Europa League desta época. A equipa de Marco Silva adotou mesmo uma postura competitiva no encontro e, apesar de se ter visto em desvantagem logo no início do jogo devido ao golo de Betinho – impressionante como quando aparece no jogo, marca – deu a volta ao resultado e, através de um domínio muito forte, poderia ter partido para um resultado mais expressivo. O terceiro golo estorilista parecia ter resolvido a final – até nisso os patéticos comentadores se enganaram –, mas os jovens leõezinhos conseguiram, com muito trabalho, sorte, mas principalmente talento, como se comprovou nos lances dos golos que recolocaram o Sporting na disputa pela final, por Betinho e Iuri Medeiros. No desempate dos pontapés da marca de grande penalidade, a sorte voltou a ser muito importante, mas Mickael Meira deu nas vistas com uma defesa cheia de classe num dos pontapés.
O que estes jogos demonstraram foi que, em primeiro lugar, há querer e vontade por parte dos muitos jovens que pertencem aos nossos quadros. Vontade de vencer pelo Sporting Clube de Portugal. O talento está lá todo: João Mário é um médio que se poderá tornar completíssimo; Ricardo Esgaio é um médio ala, e não extremo, como já poucos se fabricam; Fokobo trás uma dimensão física ao vértice recuado do meio-campo que poderá ser bastante útil; Betinho é um ponta de lança goleador, mas que precisa de aparecer mais no jogo; Chaby, Ponde e Medeiros são jovens cheios de magia nos pés que, crescendo sustentadamente, serão muito importantes a médio prazo.
Preciso será que lhes dêem tempo e espaço para crescerem, sem vedetismos e pressões estúpidas que apenas prejudicam o jogador e, o mais importante, o Sporting Clube de Portugal.