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Elias? Mais um…

por 31 de Julho de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Quase no final do período de transferências do Verão de 2011 chega a Alvalade Elias. Vindo do Atlético de Madrid, custou cerca de 8,8 milhões de euros, soma considerada surpreendente tendo em conta os já cofres leoninos, mas a promessa de um acréscimo de qualidade ofuscou tudo isso. Elias tinha sido considerado um dos melhores jogadores do campeonato brasileiro, tendo mesmo sido alvo da cobiça do Benfica, e seguiu para Espanha, onde nunca conseguiu vingar.

Em Alvalade, a verdade é que a primeira temporada confirmou todo o seu potencial. A sua estreia foi em Paços de Ferreira, marcando um golo na reviravolta de que todos nos lembramos. Foi nessa fase inicial da temporada que o brasileiro se mostrou um reforço de qualidade, ao lado de Schaars e Rinaudo no meio-campo, criando ilusão em todos os adeptos leoninos.

O seu ponto de viragem não foi, para mim, no início da temporada 2012/2013. Muito antes, Elias tinha sido um dos elementos que mais caíram de forma ao longo da temporada, mesmo não participando nas competições europeias. O jogo no Estádio da Luz, com dois golos feitos inacreditavelmente desperdiçados ficou-me na retina (e de que maneira!), bem como a conflitualidade crescente, acabando a Liga com 12 cartões amarelos.

O pouco que jogou ainda em 2012/2013 mostrou um jogador muito afastado de tudo o que se pode chamar de desporto de equipa, confirmando o péssimo final de temporada. Sem intensidade, qualidade e critério, Elias não mostrou ter qualidade para envergar a verde e branca que todos amamos.

As declarações muito graves que proferiu agora ficam-lhe mal e pecam, em demasia, por tardias. Desde que regressou ao Brasil, já deu muitas entrevistas onde abordou por diversas vezes a sua passagem por Alvalade, mas estranhamente nunca se referiu a oito (oito?!) meses de salários em atraso.

Em primeiro lugar, tanto a Liga como a UEFA não admitiriam a inscrição de um clube com oito meses de salários em atraso. Segundo, oito meses é uma quantidade tão ridícula de tempo que custa a crer como só agora se consegue descobrir, pela boca do jogador envolvido. E finalmente em terceiro, porquê só agora? Qual foi a razão para não divulgar mais cedo a situação.

Assim descobrimos mais um ativo que não merece estar no Sporting Clube de Portugal. Um que prometeu e cumpriu pouco, como muitos outros que vão saindo do nosso clube, mostrando que o trabalho, para ser bem feito, terá que ser realizado de forma clara e ponderada.