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O Stromp

por 3 de Junho de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Olhando para a internet com atenção, qualquer sportinguista já se deve ter apercebido da nova camisola que o Sporting Clube de Portugal usará para a próxima temporada. Numa clara e justíssima homenagem aos heróis de Antuérpia que trouxeram para Alvalade a Taça dos Vencedores das Taças há 50 anos atrás, a imagem dessa equipa brilhante estará impressa na parte de dentro da gola e a cor e o design da camisola propriamente dita assemelham-se muito aos usados na época.

Os equipamentos que o nosso clube usa, desde que me lembro de ser sportinguista, sempre foram algo com que me preocupei e orgulhei. Afinal de contas, o nosso equipamento é a nossa pele e a nossa principal imagem. Depois de termos deixado a Adidas e os seus equipamentos emblemáticos, a Reebok e agora a Puma têm conseguido, mais a primeira que a segunda, agradar á massa associativa leonina.

 Mas, mais do que a camisola listada que, goste-se ou não, compara muito o Sporting ao Celtic, a camisola que sempre me preencheu mais foi a Stromp. A camisola bipartida foi introduzida quando o nosso clube ainda dava os primeiros passos e tornou-se a mais forte imagem de marca do Sporting de então com "os equipamentos mais bonitos em Portugal". Ainda assim, o Presidente Salazar Carreira, impressionado pelo equipamento listado da equipa de Râguebi do Racing de Paris, decide trazer esse modelo para Portugal para, numa fase inicial equipar a equipa de râguebi e, posteriormente, aquando de uma digressão ao Brasil, passar a ser o equipamento da equipa de futebol.


De então para cá, o equipamento listado foi-se tornando a mais forte imagem do Sporting, equipando não só o futebol, como a esmagadora maioria das modalidades praticadas no Sporting Clube de Portugal. Mas foi então que, ainda muito jovem, ficava, num sentimento misto, intrigado e maravilhado, por aquela camisola estranha, “dividida a meio”, que era apenas utilizada em jogos particulares ou em encontros pouco importantes da Taça de Portugal. Sportinguistas mais velhos, contavam-me os feitos conseguidos com aquela camisola e símbolos que a usaram, como o próprio Stromp ou Jorge Vieiria e assim, com o tempo, esta tornou-se a minha camisola preferida do Sporting Clube de Portugal.


Foi no ano do Centenário, que esperei ver uma equipa de futebol do Sporting a usar durante toda a temporada a camisola Stromp, e logo quando esta era uma das mais bonitas alguma vez feita para o Sporting Clube de Portugal. Porém, a opção manteve-se pela camisola listada, mais conhecida de todos, provavelmente mais respeitada tanto em Portugal como na Europa, mas o esquecimento da história, como se comprova pelo não aparecimento do equipamento Stromp nesta temporada por única vez que fosse, fica mal e não deve continuar a existir.

Nota final: Falo de equipamentos como também falo do símbolo. O atual é inenarrável, tragam o leão branco outra vez.



Sporting não Lisboa, mas de Portugal