Zahavi

Hey! Zahavi! Leave the kids alone!

por 13 de Junho de 2013Os textos do Damas0 Comentários

“12 Milhões de euros são também 12 milhões de razões para não ceder face á pressão e chantagem destes agentes que, como se tem visto nos casos de Tiago Ilori e Bruma, colocam o seu interesse pessoal á frente do dos jogadores, que deveriam ser os principais elementos da equação e que, em vezes demais, ofuscados se eclipsam no mundo do futebol.”

Nos tempos que correm, um agente desportivo, já é parte integrante do mundo do futebol. Convivem na mesma realidade que os dirigentes, os jogadores e os treinadores. Muitos até são mundialmente conhecidos como é o caso de Jorge Mendes, o homem que subiu por mérito e que hoje em dia gere carreiras como a de Ronaldo, Falcão e Mourinho. Os agentes de futebol, têm como principal função proteger e servir os interesses dos jogadores e gerirem as suas carreiras desportivas.


Depois, noutro patamar, aparecem os empresários. Aqueles, cujo único objectivo é conseguirem o maior número de transferências possíveis e com isso obter as famosas comissões. Pouco importa se o jogador vai para o clube certo ou se essa é a sua vontade. Não interessa se o jogador vai evoluir ou se o possível negocio é o melhor para a sua carreira. Isso não interessa para nada. Para os “Zahavis” desta vida, perdão, para os empresários, o interesse numa choruda comissão sobrepõe-se a qualquer outra razão. 

Infelizmente para o Sporting, é com este tipo de pessoas que o clube se tem sentado na mesa das negociações. Com empresários que aliciam os jovens com propostas de clubes tentadores, mas que não garantem ser a melhor opção para a carreira. Veja-se o que aconteceu com os casos de Agostinho Cá e Edgar Ie, nas transferências para o gigante Barcelona. Os dois jogadores, rumaram ao clube catalão e juntos têm pouco mais de 500 minutos de jogo acumulados durante uma época. São estes exemplos que a direcção precisa de fornecer aos jogadores. É preciso mostrar a outra face da moeda. 

Um jogador como Bruma, ir para o Manchester City por 10 milhões ou Tiago Ilori, para o Liverpool por 7 milhões, é um atentado ao trabalho desenvolvido pelo clube e uma afronta ao valor real dos jogadores. É preciso dizer basta a estes sanguessugas do mundo empresarial. Tanto Bruma como Ilori, foram jogadores que apareceram numa fase adiantada da época, nem sempre foram titulares e inclusive tiveram falhas comprometedoras em determinados jogos, se ainda assim valem estes números, e são assediados por meio mundo, então, se o Sporting os segurar por mais um, dois anos, vão eventualmente render o triplo. E aí sim, com créditos firmados, podem dar o salto para um clube de topo Mundial.


O nome de Pinhas “Pini” Zahavi, é por esta altura, um dos maiores perigos que rodeiam alguns dos valores da academia. Este empresário israelita, já foi protagonista de algumas transferências que geraram polémica, tais como a de Drogba, Ashley Cole, Tevez e também teve a sua quota-parte no negócio de João Moutinho para um clube do norte, o que torna alarmante, saber que Bruma, João Mário, Ilori, Palhinha, são jogadores representados por este empresário que acarreta um vasto leque de episódios no mínimo de carácter duvidoso.

É, portanto, imperativo para a direcção do Sporting, redefinir a sua posição face a estes “estrategas de comissões”. Jovens com um potencial tremendo, com uma margem de progressão imensa e com talento de sobra, podem gerar milhões ao clube, porém, é preciso garantir a estabilidade mental e desportiva para estes valiosos activos. O Sporting não se pode tornar refém de nenhum destes mercenários do mundo do futebol. 

“Hey! Zahavi! Leave de Kids alone”, serve de mensagem para Pini Zahavi. À semelhança da clássica canção “Another Brick in the Wall”, dos Pink Floyd, também este empresário exerce um controle mental e abusa das fragilidades – numéricas e psicologicas – dos jovens(leoninos).