Livramento

A arte na ponta do stick

por 7 de Junho de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Faz hoje 14 anos que faleceu, um dos mais geniais jogadores de hóquei em patins de todos os tempos, aquele de quem diziam que o stick era a continuação dos braços, António José Parreira do Livramento. 


Apesar de ter passado por ambos os nossos rivais, este alentejano era um sportinguista de gema, que fez parte do quinteto maravilha formado por Ramalhete, Sobrinho, Júlio Rendeiro, Chana e Livramento. Ainda hoje esta equipa é recordada como uma das melhores equipas de sempre da história do Hóquei em Patins, tendo vencido em 1976/1977 o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Taça dos Campeões Europeus, feito que nenhuma outra equipa portuguesa tinha conseguido atingir.

O seu palmarés é verdadeiramente singular. Inclui cerca de 1700 jogos, 230 internacionalizações e um total de golos calculado em 3500, de entre os quais cerca de 500 ao serviço da seleção nacional.

Numa cerimónia ao nível do jogador que era, muitos deixaram palavras sobre Livramento. Entre eles, Carlos Lopes: «Sinceramente, não me apetece dizer nada numa altura como esta. Tudo o que o Livramento fez por Portugal torna dispensável qualquer comentário. Um homem que escreveu tantas páginas bonitas do desporto no nosso país só pode merecer uma homenagem destas». 

Depois, António Ramalhete: «Foi um choque muito grande. Aquilo que poderia dizer para enaltecer o Livramento já foi dito por tanta gente. Foi o melhor jogador mundial de todos os tempos e como treinador venceu tudo o que tinha a vencer. É realmente uma perda, não só para os amigos e familiares mas para todo o povo português.» 

E também, “Chana”: «não havia qualquer tipo de regras que as pessoas pudessem inventar para de facto minimizar toda a grande categoria que o António tinha, eu penso que o António foi um grande jogador no passado e continuaria a ser um grande jogador no futuro fossem quais fossem as regras, eu penso que para o António não havia limites.»

É-lhe feita uma última homenagem em vida, com o seu nome a ser atribuído à Supertaça de Portugal em hóquei em patins. Morre repentinamente a 5 de junho de 1999, com apenas 55 anos, vítima de uma trombose, deixando o País em choque e comoção, pela perda de uma das suas grandes estrelas.

No dia seguinte à sua morte a France Express anunciava que “Morreu o Pelé do Hóquei em Patins” o que mereceu o seguinte comentário por parte do Prof. Moniz Pereira, “Não seria antes Pelé o Livramento do Futebol?”


Sporting Sempre.