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Novo General

por 22 de Maio de 2013Os textos do Damas0 Comentários

As últimas semanas já perspetivavam que haveria lugar a uma mudança no comando técnico do Sporting Clube de Portugal. Mas ao contrário do que se passou num passado recente, o respeito foi a nota dominante. Tanto de Jesualdo Ferreira para com a nossa instituição, como da direção para com o veterano treinador, nunca houve lugar a mal entendidos e episódios menos edificantes que há tão pouco tempo faziam manchetes na pouco credível imprensa portuguesa. A conferência de imprensa após o jogo com o Beira-Mar é disso exemplo, explicando a todos os adeptos e associados o desfecho deste ponto que intrigava quanto á preparação da próxima temporada.

Bruno de Carvalho não deixou os créditos por mãos alheias e, logo no dia seguinte, evitando especulações desnecessárias e que apenas iriam fragilizar ainda mais o balneário sportinguista, anunciou e apresentou Leonardo Jardim como treinador da nossa equipa para a temporada 2013/2014. Camacha, Chaves, Beira-Mar, Sporting de Braga e Olympiakos são as equipas que constam no currículo do novo técnico que, em todas elas, mostrou a sua qualidade. Em Chaves, foi campeão da II Divisão e logo na temporada seguinte levou os aveirenses de novo ao convívio dos “grandes” e logo com o título da II Liga. O trabalho no Sporting de Braga foi a confirmação do seu talento, ao conseguir manter o nível competitivo da equipa depois da saída de Domingos Paciência. As divergências com António Salvador marcaram a sua saída, tal como em Aveiro e depois na Grécia, onde deixou uma equipa em primeiro lugar, com apenas 3 empates em 16 jornadas.


As divergências que marcaram a sua saída mostram que Leonardo Jardim é um técnico muito ambicioso e que não permite ingerências no seu trabalho. Pragmático e disciplinador, não põe em causa o grupo devido às diatribes de uma ou outra vedeta, fazendo com que criação de um grupo de trabalho forte seja o seu principal objetivo. Neste aspeto, será uma das melhores escolhas que poderiam ter sido feitas para o comando técnico. Em primeiro lugar, o Sporting necessita de um grupo forte, sem qualquer tipo de divergências ou de elementos que não se sintam comprometidos a 100% com o que implica jogar pelo Sporting Clube de Portugal.


Se em Aveiro surpreendeu pela qualidade de futebol praticado, em Braga confirmou que é adepto e faz com que as suas equipas pratiquem um futebol pragmático e de olhos postos na baliza contrária, mas que faz da construção defensiva a base de tudo. Nada mais antagonista do que foi o Sporting 2012/2013. O setor defensivo foi uma autêntica desilusão, com elementos contratados a peso de ouro que nunca mostraram qualidade. A ponta final de temporada mostrou que a Academia de Alcochete continua a formar elementos de grande qualidade e será certamente á qualidade dos jovens leõezinhos que Leonardo Jardim irá recorrer para construir a próxima equipa leonina.

                                                                   Foto Record 

O último ponto que gostaria de realçar sobre o novo treinador relaciona-se com o facto de, tal como Bruno de Carvalho e como cada um de nós, ser sportinguista. “Sou uma pessoa de poucos sonhos, mas com 15 anos só podia mesmo dizer que era um sonho e acreditar que um dia iria treinar o meu clube.” O Sporting precisa de sportinguistas, verdadeiros sportinguistas que, conjugando coração com cabeça consigam definir o melhor rumo para o Sporting Clube de Portugal.


Cansa referir sempre o mesmo, mas Bruno de Carvalho, com a confirmação de Leonardo Jardim como treinador, jogou uma cartada de mestre. Evitou especulações sobre o comando técnico após a saída de Jesualdo Ferreira e, curiosamente, optou por um técnico que estava em muito boas graças na zona do dragão. A apresentação da restante equipa diretiva do futebol, com Augusto Inácio como diretor desportivo e Virgílio Lopes como diretor geral da formação, ficando Bruno de Carvalho com o pelouro da logística e negócios. Apesar de ter sido mencionado que o lugar iria ser ocupado por um elemento que estaria em funções na SAD, o Presidente chamou a si a condução destes assuntos, numa opção que não desagrada em nada, como também evita maiores encargos financeiros com a entrada de outro elemento para a direção.


Três figuras, uma com o futebol profissional, outra com a formação e o Presidente com a parte mais burocrática do universo Sporting representam uma boa redefinição do organigrama do clube, depois de Godinho Lopes e a sua direção ter imposto uma anarquia completa sobre o Sporting Clube de Portugal. Como em tudo na vida, com todas as funções e tarefas bem definidas e sem ingerências infelizes, tudo sai com outra fluidez e qualidade. Assim seja com o nosso Sporting Clube de Portugal.



 Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.