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Há músculo em Alvalade

por 7 de Maio de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Quando Bruno de Carvalho se sentou pela primeira vez no banco de suplentes da equipa do Sporting Clube de Portugal, a surpresa e até o desprezo e desagrado de algumas pessoas que se consideram iluminadas no que a futebol diz respeito, acabou por esconder o que o Presidente do Sporting quis transparecer com essa atitude. Porém, as semanas subsequentes a este episódio mostraram que a nova Direção marca um novo estilo que se ansiava por todos os sportinguistas.


Depois de fechado o acordo com a banca que abre a porta a uma reestruturação de fundo e que permite um futuro condigno com o nome do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho envidou todos os esforços para que a equipa de futebol profissional, não esquecendo a formação e as modalidades, conseguisse ainda alcançar os objetivos a que se propunha.

Em primeiro lugar, lançou em forma de comunicado um aviso a certos agentes desportivos e empresários que tentam, através de notícias e rumores sem fundamento, desestabilizar o trabalho do plantel sportinguista. A reação à arbitragem do dérbi foi musculada, como só poderia ter sido, através do Presidente e poupando assim os elementos do plantel leonino a uma exposição que seria pouco produtiva para os nossos interesses.

No dia da vitória sobre o Nacional, num jogo finalmente realizado de tarde, a festa foi dos sócios que tiveram portas abertas e viram juntar-se a si, na família sportinguista, com o honroso número 100 000, Cristiano Ronaldo. O maior fruto da nossa formação tem de ser um orgulho para todos nós e tem de envaidecer qualquer um de nós com as palavras que tece, sempre que se refere ao Sporting Clube de Portugal.

Posteriormente, foi lançado novo aviso, ainda mais sério a todos os especuladores e desestabilizadores do nosso clube. Nele, mostra-se que “quem define as estratégias de gestão e as suas diferentes políticas, nomeadamente a desportiva, são os órgãos sociais especificamente mandatados para esse efeito, ou por sua delegação”. Fica assim definido o limite para as negociações com os empresários de jogadores. O Sporting não existe para servir ninguém. Assim, só quem tenha realmente vontade, orgulho e lealdade poderá vestir a nossa camisola no futuro, colocando cobro a anos de negociatas e jogadas de bastidores que em tanto prejudicaram o nosso leão.

O resultado em Paços de Ferreira foi traumático para todos nós, mas Bruno de Carvalho voltou a lembrar-se do maior ativo do Sporting, os adeptos. Ao homenagear todos os leões que estiveram presentes na derrota do Sporting, mostra que finalmente mora em Alvalade um Presidente que se preocupa com os sócios e adeptos do nosso clube. E hoje, à margem do Dia do Leão, que homenageou os jovens adeptos falecidos na estúpida queda do varandim de 7 de Maio de 1995, voltou a frisar que “não há toalha no chão” e que é nosso objetivo não envergonhar mais a nossa história ficando na pior classificação de sempre. 


Bruno de Carvalho tem um estilo completamente diferente dos seus antecessores. Mais próximo da equipa e dos adeptos, mostra que, tal como frisei há uns tempos atrás, é um verdadeiro sportinguista. Os tempos em que o desrespeito com que os sportinguistas eram brindados pela direção acabaram. Agora, o Sporting é, como na noite das eleições, nosso outra vez de verdade.

P.S: Depois de terminar a fase regular do Campeonato Nacional com um record de pontos (75) e apenas uma derrota, a nossa equipa de futsal irá disputar a final four da Taça de Portugal. No Pavilhão Multiusos de Guimarães, os pupilos de Nuno Dias irão defrontar o Cascais na meia-final de uma competição que tem tudo para ser conquistada pela nossa equipa, claramente a mais forte a nível nacional. Deixamos assim um apelo para que todos os leões rumem a Guimarães, seguindo o apelo de Bruno de Carvalho, para apoiar incondicionalmente a nossa equipa. 


Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.