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Atenção Sporting, é urgente!

por 29 de Maio de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Se nos dissessem que o Sporting iria arrancar para uma época com apenas uma referência no ataque, concerteza que a maior parte de nós acharia que era uma piada de mau gosto. Contudo, sendo a mediocridade um cliente habitual em Alvalade, aquilo que parecia impossível de acontecer tornou-se num cenário real. O Sporting preparou-se para uma época com três provas distintas e apenas Ricky Van Wolfswinkel como ponta de lança. Foram vários os erros da anterior direcção, mas, no planeamento da época, este terá sido o mais gritante e de maior evidência.

Agora que se começa a ver a luz ao fundo do túnel e a ter esperança de que os tempos de incompetência grosseira em Alvalade tenham terminado, o tema do ponta de lança ganha contornos vitais na preparação da próxima época. Com a saída do ex-número 9 leonino, para terras de sua majestade, é fundamental que o Sporting se movimente neste mercado de forma cirúrgica e em dose dupla. Esta lacuna tem de ser colmatada e de preferência com a mesma eficácia e rapidez com que foi apresentado o novo treinador.

Como é normal, são várias as opiniões e todas elas com a consciência fundamental de que, numa altura em que “é preciso apertar o cinto”, ao invés de nomes sonantes, o Sporting terá de optar por uma política de contratações de baixo custo.

Não tenho conhecimento do estilo de jogo ou da disposição táctica que este novo Sporting, às ordens do nosso leão Leonardo, irá apresentar. Nem preciso. É por demais evidente que este sector precisa de ser reforçado. Apesar de nem todos me agradarem, existem já vários nomes associados ao Sporting, como: Ghillas, Licá, Baldé, Suk ou Niculae. Existem ainda jogadores como Rubio, Bojinov, Viola, Betinho e Wilson Eduardo, que são uma realidade do nosso clube. 


Falarei de todos. Primeiro, os nomes associados. Ghilas: sou um admirador do “Benzema” de Moreira de Cónegos. No meu entender, este jogador seria uma contratação fundamental para o Sporting. Trata-se de um jovem de 23 anos, rápido, possante, raçudo, tecnicamente evoluído, forte no jogo aéreo e conhecedor do futebol português. Tudo isto somado, faz do argelino, ainda que hipoteticamente, um reforço de peso. Quero ainda acreditar que a influência de Augusto Inácio terá um papel positivo e de destaque no desenrolar deste possível negócio. Licá: não se trata de um jogador de encher o olho, mas é um avançado com mobilidade, tem facilidade de remate e faro para o golo. Porém, segundo o que se diz, terá tudo acertado para assinar pelo Futebol clube da Fruta, o que também faz do jogador estorilista uma carta fora do baralho. Baldé: de todos os jogadores associados ao Sporting, é aquele que menos aprecio. Como se diz na gíria, ” a bola chora nos pés dele”. É um jogador com algumas debilidades técnicas e, para ser sincero, vejo neste avançado do Vitória o típico pinheiro de que Paulo Sérgio precisava. Penso que seja perceptível o que quero dizer com esta recordação. O avançado de origem guineense é mais um jogador proveniente da formação, de quem o Sporting ainda detém 60% do passe, e que certamente vê com bons olhos uma futura – mesmo que monetariamente pequena – transferência para outro clube. Suk: esta é a minha segunda opção. O avançado coreano tem 21 anos, portanto, tem margem de progressão. É um jogador alto, possante, forte dentro da área e, num eventual sistema em que seja preciso utilizar dois avançados, pode resultar numa boa combinação com Ghilas, por exemplo. Niculae: aqui talvez seja a nostalgia a falar. Equacionar o regresso de um ex-campeão será sempre motivo para um case study, quanto mais não seja pela mística e pela simbologia de voltar a recordar grandes momentos. Depois da anedótica operação relâmpago comandada por Godinho, a ser possível, e tendo condições físicas para ajudar o Sporting, é e será sempre uma opção a ter em conta.



Depois os nomes que fazem parte da realidade do clube: Viola e Wilson Eduardo. Ambos com potencial, mas não são pontas de lança de raíz. Na equação do entra e sai, penso que ambos devem transitar para a próxima época, mas serão sempre opções para jogar nas alas ou atrás, na posição de segundo avançado e no apoio ao ponta de lança. Bojinov: nunca mais deveria voltar. Depois do triste episódio e do desrespeito evidenciado enquanto jogador do Sporting, para o búlgaro, as portas deviam estar mais do que fechadas. Mesmo que esta não seja a opinião da totalidade dos adeptos, o salário que aufere é, nesta altura, desfasado da realidade do clube. O jogador já disse que espera uma «chamada do Sporting», mas parece cada vez mais longe de Alvalade. Rubio: ainda não me convenceu. Tanto nos juniores como na equipa B, continua a ser um jogador de poucos golos e que não evoluiu da forma que se esperava. Penso que o chileno deve ficar mais um ano a rodar na equipa B até que, no final, se faça o tira-teimas. Betinho: este é o avançado – Mané vem a caminho – do futuro para a equipa principal. Ao contrário de Rubio, Betinho mostra ter um killer instinct apurado. É muito forte tecnicamente e,apesar da baixa estatura para ponta de lança, é bom no jogo aéreo. Para além disso, é rápido, é da casa e tem o selo de qualidade da academia. Porém, ainda não é o momento. Será benéfico para o seu crescimento mais um ano a competir na equipa B, sempre de olhos postos numa eventual necessidade da equipa principal.

Volto a frisar, eu e todos – nós – os Sportinguistas, que não se podem cometer os erros do passado. O Sporting tem de ser lesto nestas movimentações de mercado e antecipar-se a eventuais interesses alheios. Neste momento, o Sporting é comandado por pessoas competentes, com inteligência e amor ao clube. Penso ser esta a mistura necessária para que Bruno de Carvalho consiga mostrar que os tempos da mediocridade, da inaptidão e da ignorância desapareceram de Alvalade no dia 23 de Março. 


P.S.: Tenho quase a certeza que sim…

Sporting sempre.