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Haja calma, paciência e confiança.

por 12 de Abril de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Na passada sexta-feira, em entrevista ao Jornal de Notícias, Daniel Sampaio tinha deixado o aviso… – http://www.dn.pt/desporto/sporting/interior.aspx?content_id=3147491&page=-1. O gang do croquete haveria de continuar a minar o campo a esta nova direcção.

Quarta-feira, a conferência de imprensa serviu para deixar bem claro que Bruno de Carvalho e a sua equipa da brigada anti-minas estão altamente bem preparados para a dura missão que se avizinha. No auditório Artur Agostinho, foi perceptível a intenção por parte do Presidente em clarificar dois assuntos. Primeiro, o de que o Sporting não vai continuar a alimentar, nem a ceder às pressões destes notáveis de botão de punho e gravata de seda. E o segundo, o de colocar a comunicação social – leia-se Grupo Cofina – em sentido. Foi fazê-los entender que, apesar de “ganharem à peça”, por vezes, e como tanto se referiu, tem que imperar o bom-senso e não a contra-informação, a mentira ou a calúnia.

Para os que achavam que a conferência de pouco ou nada serviu, enganaram-se redondamente. O objectivo foi pressionar a banca e funcionou na perfeição. O Presidente falou e demonstrou a todos que está a trabalhar no sentido de procurar as melhores soluções para o Sporting Clube de Portugal. Passadas pouco mais de 24 horas, neste confronto mediático/politico/económico, a banca foi o primeiro a ceder. O Sporting chegou a um acordo com a banca que viabilizou a libertação de cerca de quatro milhões de euros (não se vendeu o Ricky para pagar salários?!) para o pagamento de salários. Verba essa, que estava cativada e que corresponde a receitas televisivas. Mas, ainda haverá pano para mangas nos próximos dias, para tentar acertar a reestruturação financeira definitiva da SAD.  Ainda muita tinta vai correr, neste confronto do Sporting dos Sportinguistas contra o Sporting do Croquete. 

O confirmar que a auditoria à gestão se vai realizar, poderá ter sido e poderá continuar a ser a grande arma negocial junto da banca. Talvez o silêncio conivente com o passado seja a moeda de troca mais valiosa para estas difíceis negociações. Negociações nas quais espero que o Presidente se mantenha firme na posição tomada. A banca tem como objectivo accionar os VMOC ( Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis ) e passar a deter a maioria da SAD, para depois vender tudo o que é património ou continuar a fazer o que faz há 17 anos, ou seja, o mesmo que dizer: mandar no clube. Porém, o presidente e os sportinguistas têm outras ideias, e – no meu entender, bem – não aceitam as condições impostas.

Já li quem defenda a hipótese do Sporting suspender o pagamento da dívida, o que obrigatoriamente conduziria o clube a uma refundação. A banca ficava com tudo. Estádio, os talentos da academia, o Patrício, o Cedric, os candeeiros, os camarotes e o fosso. Percebo os que dizem que preferem ver um Sporting livre – nem que para isso seja preciso ir para os distritais – do que continuar a ver um Sporting refém desta praga de sanguessugas que se alapou nos corredores de Alvalade. Em certa parte, é apenas um grito de revolta, o não baixar os braços, a vontade de lutar por um clube tão grande como os maiores da Europa. E, sobre isto não são permitidos quaisquer juízos de valor. Como se costuma dizer, e bem, antes morrer de pé do que viver ajoelhado.


Mas, pessoalmente, e como nunca o senti antes, acredito no Presidente do Sporting Clube de Portugal. E não foi pela conferência de imprensa, não foi por meter a comunicação social em sentido, nem por esta primeira conquista na luta com o “garoto” Riccairdi e com o “puto” Nobre Guedes. Eu acredito porque há muito tempo que, em Alvalade, um presidente não respirava Sportinguismo por todos os poros.

Haja calma. «Quanto tempo vão durar as negociações com a banca? Com bom-senso, rapidamente. Sem bom-senso, vão continuando». Haja paciência. «Não se pode esperar que o trabalho que não foi feito em 17 anos possa ser feito em 2 meses». E haja confiança. «Os interesses do Sporting estão e estarão sempre acima de qualquer outro. Nunca colocaremos a nossa assinatura num documento ou acordos que colidam com os interesses do Sporting.»

P.S.: Ontem, com todo o prazer, cancelei a minha conta no banco BES. Vale o que vale, mas quando me perguntaram qual era o motivo, eu respondi: Sou do Sporting!


Sporting Sempre.