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A Reestruturação

por 24 de Abril de 2013Hoje é a tua vez0 Comentários

Um tema que promete ser polémico e poderá atestar da popularidade que o novo Conselho Directivo goza junto dos associados do Sporting Clube de Portugal. A reestruturação foi anunciada por Bruno de Carvalho na conferência de imprensa que tinha como base, a negociação com a Banca. A polémica subjacente a despedimentos está por si só, já associada. E quando a mesma chega ao clube desportivo como a grandeza do Sporting é natural que causa algum desconforto para alguns adeptos e associados. 


Tentaremos perceber os motivos por detrás desta medida de força do novo Presidente do Sporting Clube de Portugal. Em primeiro lugar, parece-nos excessivo o número de funcionários que constam na folha de renumeração do Clube juntando-se a este número excessivo vencimentos chorudos da SAD. Aos críticos desta actuação, posso relembrar que a ultima remodelação feita na SAD por Godinho Lopes passou pela dispensa (julgamos que choruda) de Luís Duque e Carlos Freitas entrando para a SAD, um sócio desconhecido da maioria dos adeptos. E pelo parco tempo em que esteve ao serviço, acabamos por não perceber quais os benefícios da sua estadia na SAD leonina. Teve a dignidade de se demitir por entender, que o cargo que ocupava, é um lugar de confiança para a presidência da SAD. Não tendo elogios para Paulo Farinha Alves, registo com agrado esta sua atitude.

Posto isto e verificando que o Sporting Clube de Portugal possui sensivelmente 500 trabalhadores a seu cargo e atendendo às novas ideias do Conselho Directivo para o clube, acaba por ser natural, esta decisão. O clube, é público, atravessa tempos difíceis. Não é com certeza responsabilidade deste ou daquele funcionário que o clube não tem sido bem gerido. Mas exige-se a um funcionário do Sporting Clube de Portugal, lealdade para com a nossa Instituição centenária. E nem sempre essa lealdade é vincada. Acredito que o novo Presidente tenha a capacidade e a sagacidade de identificar quem não tem sido leal para com o clube. Não podemos tolerar que comunicados internos sejam distribuídos por chefes de redacção com o notório objectivo de enfraquecer a imagem pública de quem agora chegou ao clube.

A reestruturação começou na SAD. A empresa mais sensível do Grupo Sporting. Gere milhões e não tem produzidos resultados desportivos nem financeiros relevantes nos últimos anos. Não somos campeões no campeonato financeiro nem somos lideres no campeonato nacional de futebol. Verificamos com agrado que a última aposta da Direcção cessante, foi o recrutamento de antigos atletas leoninos reconhecidos como sportinguistas que vestiram a nossa camisola com grande afinco. O regresso de Manuel Fernandes, Vidigal e Beto foram das poucas medidas acertadas de Godinho Lopes. Mas mesmo, o certo deu errado. Não soube utilizar o sportinguismo e a experiência do velho capitão Manel, não soube usar a garra de Vidigal e quis transformar o Beto num novo Relações Públicas do clube. As funções que Beto desempenhava já tinham sido testadas num clube mais a Norte com um seu ex-capitão e sem frutos - nem fruta - relevantes. Todos estes nomes geraram um consenso como atletas no nosso clube. Todos conheceram o gosto de ser campeão nacional pelo nosso Sporting. Merecem o nosso respeito como ex-atletas e como sportinguistas. O facto de concordar com a reestruturação não os diminui em nada.

 

Mas Bruno de Carvalho não parou na SAD. Segundo veio relatado num jornal desportivo, a sua acção incide sobre todo o Grupo Sporting. Fazendo fé nos escritores d'O Jogo, Mário Casquilho e Maurício do Vale estarão de saída. São dois nomes com muito peso dentro da estrutura do clube, Sporting Clube de Portugal. Terão com certeza muito mérito ao longo destes anos todos, mas, também eles, contribuíram para um desequilíbrio estrutural dentro do clube. Lembramos que Maurício do Vale, era há largos anos a pessoa responsável pelo departamento de Relações Públicas, abraçando recentemente a presidência da Fundação Sporting. A Fundação Sporting nasceu sob a Presidência de Godinho Lopes reunindo na sua criação, figuras e pessoas já muitos gastas no Universo Sporting. Sem sangue novo e com dificuldade de descolar da Fundação "Leões de Portugal", parece-nos normal e natural esta decisão de Bruno de Carvalho.

Mário Casquilho é talvez dos elementos do Universo Sporting com mais anos de "casa". Conheceu inúmeros presidentes, começando no saudoso João Rocha até ao novo presidente. A sua influencia no Sporting é ou melhor, era enorme. Teve força suficiente para colocar o filho na estrutura leonina e com regalias que não estavam ao alcance de muitos funcionários do Sporting. Ainda o Nuno era estudante e já exercia funções no Sporting. O Nuno Casquilo já tem 14 anos de funcionário do Sporting. Contudo, não me peçam para contabilizar os anos que Mário Casquilho já tem como funcionário do clube.
Acredito que Bruno de Carvalho tenha ponderado muito bem este cenário e que tenha sentido a mesma tristeza que Rui Paulo Figueiredo sentiu quando realizou um downsizing drástico na redacção do jornal "Sporting".

Não devemos dramatizar em demasia esta reestruturação. Em primeiro lugar, porque trata-se da nossa sobrevivência como clube. Depois, porque "exigimos" a Bruno de Carvalho sangue novo. E porque acreditamos que quem permaneça no clube ou quem venha a entrar o faça com o máximo empenho e profissionalismo. Iremos ler, ver ou ouvir mais nomes nos próximos tempos. Haverá situações inevitáveis.

Posso deixar como pano de fundo, uma situação que se passou "recentemente" em Alvalade e que por não ser uma figura mediática, não se tornou pública. O "Botas", veio há dois anos, substituir o Luís Miguel Fernandes. O Luís Fernandes, foi durante quatro anos "speaker" em Alvalade. É sportinguista. Na semana em que o seu Pai faleceu, o Luis não estava em condições de estar no estádio. Falhou 2 jogos e foi dispensado. Esta história em nada abona em favor das nossas tradições e sentido sportinguista. Actualmente, é "speaker" no Estoril Praia.

Ass: Rugido de Leão