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A estreia do Presidente

por 3 de Abril de 2013Os textos do Damas0 Comentários

A derrota da equipa de juniores, na meia-final da NextGen Series, frente ao Aston Villa, parecia augurar que a primeira jornada desportiva do nosso novo Presidente não seria muito positiva. Por outro lado, a urgência financeira relacionada com o cumprimento dos pressupostos que habilitam a inscrição da equipa profissional para as competições europeias parecia ter sido mais ou menos resolvida, através dos últimos actos de gestão, questionáveis como todos o foram, de Godinho Lopes.

O dia de sábado trouxe o primeiro dérbi deste mandato e também a primeira prova do estilo que Bruno de Carvalho irá certamente imprimir no nosso clube. Frente aos nossos rivais – que continuam a não fazer da equipa “B” um espaço de potencialização dos jovens formados nas escolas -, o protagonista poderia ter sido qualquer jogador, mas, apesar de a bola ser disputada por 22 elementos durante 90 minutos, a principal figura do jogo foi um tal de Luis Ferreira.


E, quando a exibição de um árbitro é o que fica de um jogo, tal imagem mostra a decadência em que habita o nosso futebol. Não satisfeito por transformar uma grande penalidade em pontapé livre directo, fora da grande área – e que acabou justamente por resultar no golo de Cristian Ponde – decidiu, quando o jogo já estava empatado, expulsar  dois jogadores sportinguistas em apenas cinco minutos, deixando a equipa reduzida a nove unidades, ainda antes do intervalo.

A resposta, excelente, de Bruno de Carvalho, não se fez esperar. Atacando duramente a arbitragem desse jogo, fez passar uma mensagem a todos os que entram no campo com a missão de ser imparciais. O Sporting Clube de Portugal tem de deixar de ser o “bombo da festa”, constantemente prejudicado e sem qualquer tipo de defesa por parte dos seus responsáveis. Pois, Bruno de Carvalho já fez mostrar que o tempo em que o Sporting era um servo do “sistema” acabou e que o respeito que exigimos não passa, como noutros casos, por benefícios constantes, antes pela isenção e pelo rigor durante 90 minutos, e em todos os jogos da época.

A conquista do terceiro lugar na NextGen Series confirmou mais uma vez que, apesar da vitória na competição não ter sido alcançada, o nosso futuro está assegurado durante largos anos, contando apenas que saibamos aproveitar o potencial que existe. Mas, a vitória em Braga no jogo de fecho da jornada foi o corolário de todo o trabalho que tem sido feito por todos. Passo a passo, a Europa League está cada vez mais perto e denota-se que os jogadores têm crescido paulatinamente.

Em Braga, a arbitragem de Jorge Sousa foi mais uma vez altamente danosa para o nosso clube. Quando duas grandes penalidades – aceito que se diga, que uma não é – não são assinaladas e um jogador é expulso por uma pretensa simulação, e pouco se fala sobre isso, chego à conclusão de que só nos jogos do Sporting é que tal acontece. Fosse com outra equipa e não se falaria em mais nenhum assunto durante toda a semana – criando um clima de medo que automaticamente se transforma em benefício próprio. Tal como a exibição de Luís Ferreira é um sintoma do estado do nosso futebol, também Jorge Sousa deu mais uma prova da qualidade que os nossos árbitros internacionais têm para decidir jogos. Porém, a influência não foi total, e o Sporting conseguiu vencer mesmo reduzido a dez elementos – situação ainda mais saborosa do que o normal.
Foto Record.pt

Se dúvidas houvessem, no final do jogo, Bruno de Carvalho mostrou o seu principal atributo, é sportinguista. Os saltos dados em pleno relvado, abraçando os jogadores um a um, poderiam ter sido dados por mim ou por si, mas o nosso Presidente é também um sportinguista vibrante e eufórico, não de tribuna, como tantos outros. Assim, esperamos que faça o seu melhor em prol do nosso Sporting e que o seu contrário passe a ser apenas uma miragem do passado.


Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.