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O meu candidato

por 20 de Março de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O facto de escrever este texto depois do primeiro debate é uma pura coincidência. Na verdade, não preciso do debate de ideias para que consiga realçar as que mais me fazem sentido. Apesar de enaltecer esse mesmo debate, prefiro a ideia propriamente dita bem como a primeira impressão que me fica na retina. E a verdade é que já defini qual o candidato que acho capaz de enfrentar a difícil tarefa de conduzir os nossos destinos.

Em primeiro lugar, o caminho que tem vindo a ser tomado desde que Sousa Cintra deixou o leme da nau sportinguista não pode ser de maneira alguma, retomado e defendido. O resultado está á vista de todos. Enquanto fomos ganhando alguns títulos, a grande maioria dos sportinguistas não quis ver a transformação que o nosso clube vinha sofrendo. A metamorfose do Sporting Clube de Portugal enquanto coletividade predominantemente desportiva para uma empresa, com critérios de gestão próprios do mundo empresarial não correu bem, por culpa da conjuntura do país e da cultura em que estamos inseridos mas, acima de tudo, pela gestão danosa que os diversos responsáveis adotaram e que urge ser responsabilizada.

Em segundo lugar, o tempo em que vivemos e a crise financeira e desportiva que o Sporting Clube de Portugal vive, obriga a que não se aposte numa deriva exploratória, de ideias soltas e irrealistas que irão apenas contribuir para o agravamento da situação. A gestão terá de ser altamente responsável, com pessoas que queira servir o nosso clube e nunca servir-se dele. As modalidades têm de ser altamente apoiadas, vincando ainda mais o ecletismo do clube e não centrando as atenções em apenas uma ou duas modalidades. Só assim, será possível recuperar parte da credibilidade do clube que eventualmente se perdeu ao longo destes últimos anos.


 O nosso clube tem de ser devolvido a nós, adeptos, sócios e simpatizantes para que agora, libertos da elite que nos agrilhoou nos últimos anos, possamos construir um novo futuro para o Sporting Clube de Portugal. Assim, todo o meu apoio vai para Bruno de Carvalho. Confesso que há dois anos a sua candidatura não me causou grande entusiasmo, talvez pela primeira impressão que me deixou ou mesmo pela campanha movida contra si. Campanha essa que tenta arranjar pretextos para atirar o nome do candidato pela lama, mas que nunca consegue atingir os seus objetivos porventura porque as ilegalidades não existem. E, durante este tempo que corre desde  o último sufrágio, Bruno de Carvalho disse sempre presente e nunca abandonou o clube, prova do seu amor verdadeiro pelo Sporting Clube de Portugal.

Exigimos, como a maioria dos sportinguistas, uma gestão responsável com critérios de gestão bem definidos e rígidos; uma auditoria exaustiva às contas dos últimos anos; uma cultura de exigência transversal a todo universo Sporting; uma aposta na formação também transversal com os pés bem assentes na terra; um acompanhamento eficaz e permanente a todas as modalidades do clube; o Pavilhão João Rocha ao lado do nosso estádio; uma direção forte a todos os níveis; o acabar dos episódios de falta de respeito de que temos sido constantemente alvo nos últimos anos; e a responsabilização de todos aqueles que, tendo sido elementos da direção do nosso clube, causaram algum dano, de forma intencional, ao Sporting Clube de Portugal.


Será pedir de mais, Bruno?




Sporting não de Lisboa, mas de Portugal