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Fait Divers

por 5 de Março de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O sportinguista tem tudo para se sentir confuso com os dias que correm. Em primeiro lugar e atendendo à péssima campanha que a nossa equipa de futebol profissional tem feito, o resultado conseguido no clássico de sábado foi positivo, colocando em causa muito ou quase tudo o que a comunicação social do nosso país escreve sobre o Sporting Clube de Portugal. A campanha mediática contra o nosso clube é tão ridícula que foi com muito esforço que se ouviram elogios aos nossos valorosos leões que tiveram mesmo as melhores oportunidades para vencer o encontro.
A segunda razão prende-se com a suposta campanha eleitoral que ocorre neste momento tendo em conta as eleições de 23 de Março. Ontem e hoje foram lançadas três sondagens que tenta refletir o sentido de voto dos associados leoninos. Se a primeira, divulgada num programa televisivo tem pouca credibilidade pois chama a votar pessoas que não têm nada que ver com o Sporting, logo não representam o universo de votantes, as outras duas merecem alguma atenção.
O jornal afeto ao benfica, dá a vitória a Bruno de Carvalho com alguma vantagem, mas com o óbice de o valor de indecisos poder fazer pender a vitória para o seu mais direto rival, José Couceiro, ficando mesmo Carlos Severino fora desta luta. Por outro lado, no jornal habitualmente conectado ao F.c.porto, José Couceiro parte em vantagem, pouco acentuada, mas sem divulgar qualquer valor de indecisos, aspeto muito importante quando ainda faltam mais de duas semanas para o dia eleitoral.
Não concordo com a execução e divulgação de qualquer sondagem eleitoral deste tipo. Em primeiro lugar, o universo de votantes envolvido nestas sondagens nunca pode ser muito representativo do verdadeiro universo eleitoral. Logo, o resultado que será divulgado nunca poderá refletir a realidade. Por último, importa referir que falta muito tempo e os debates, se é que vão existir, vão definir mais sentidos de voto.
Como se compreende, o momento que o Sporting vive dá azo a este tipo de situações. A iminência de uma crise financeira ainda mais acentuada, que se conjugará à crise desportiva que vivemos, faz com os nossos rivais se mexam e mostrem preocupação. Nesse âmbito, mais do mal-estar, as declarações do presidente do benfica não merecem mais do que indiferença. Os dias em que existiram perdões fiscais e em que as obras envolventes ao novo estádio foram financiadas na totalidade nunca foram vistos em Alvalade. Foram isso sim tratados como um dever do país para com uma associação que merece a simpatia de muitos portugueses, mas que não representa certamente a totalidade da sensibilidade do país.
Faltam 18 dias. O futuro do Sporting Clube de Portugal está perto.

 Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.