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Abre-se a Porta

por 24 de Março de 2013Os textos do Damas0 Comentários

Ontem em Alvalade abriu-se a caixa de pandora. Apesar dos resultados ainda serem provisórios, em virtude do tão propalado atraso nos votos por correspondência, os 53,63% de votação obtidos pela lista B de Bruno de Carvalho, permitem ao empresário de 41 anos, ser o 42º Presidente do Sporting Clube de Portugal.

A importância deste resultado verifica-se pela total rutura com o passado recente do Sporting Clube de Portugal. Dezoito anos e seis Presidentes depois, o projeto Roquette e os seus sucedâneos foram finalmente rejeitados pelos sportinguistas, que preferiram o jovem Bruno de Carvalho, acérrimo crítico do que tem vindo a ser feito no nosso clube pelas últimas direções.

A tarefa é dura. Financeiramente, e sem qualquer tipo de subterfúgios, o Sporting Clube de Portugal está falido. Os salários em atraso são o sinal que faltava provar de que a crise que o clube atravessa há anos, está num ponto gravíssimo. Assim, e não contando com investidores que possam ou não aparecer, o primeiro ponto passa pela racionalização e contenção de todos os gastos do universo Sporting. E porque importa saber tudo o que se passou nestes dezoito anos em que o passivo aumentou monstruosamente, se construiu um novo estádio e uma academia e se fizeram negócios muito suspeitos, uma auditoria totalmente independente e corajosa é urgente. Nós sportinguistas, temos o direito de saber tudo o que foi feito com o dinheiro do nosso clube e, se for caso disso, tem de haver responsabilização de todos aqueles que causaram dano e prejuízo ao Sporting Clube de Portugal, quando era sua obrigação servirem-no com honra e distinção.

Desportivamente, a crise é semelhante á que se observa no campo financeiro. Esta temporada tem sido tenebrosa para todos nós e, se é impossível que Bruno de Carvalho seja responsabilizado pelo apuramento ou não para a Europa League, tem de passar por ele a criação de uma base de estabilidade para que esse apuramento seja conseguido e a próxima temporada possa então ser planificada de acordo com o que são os seus desígnios propostos no programa eleitoral.

Claramente o candidato mais próximo das modalidades ditas “amadoras”, Bruno de Carvalho tem de ter como objetivo principal a construção do Pavilhão João Rocha, nos terrenos próximos do Estádio Alvalade XXI. Só com essas condições criadas, as modalidades terão estabilidade suficiente para que se tornem ainda mais importantes para o futuro sportinguista. Seria também meu desejo que se criasse uma solução mais condigna para o atletismo leonino. Depois de ter sido “escorraçada” do novo estádio, a modalidade que mais títulos dá ao Sporting Clube de Portugal tem de ser devidamente acompanhada e acarinhada pela direção de Bruno de Carvalho.

        Foto: Jornal Noticias                                         


A rutura não poderá ser apenas no papel. Os sócios sportinguistas finalmente disseram basta a um programa que se vinha arrastando há muitos anos sem qualquer resultado prático e que vinha afundando o que era o Sporting Clube de Portugal. Espera-se assim, que as palavras do novo Presidente se confirmem: “A partir de agora mandamos nós! O Sporting é nosso outra vez!”

Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.