Logotipo-do-tpmscp

Presente

por 9 de Fevereiro de 2013Hoje é dia de Sporting0 Comentários

Primeiro foi a dança das mudanças do plantel, as argoladas no final do mercado e a guerra em torno da Assembleia Geral. Agora, a dança é outra, a das cadeiras que dão acesso ao poder e aos lugares directivos.

Dia após dia, os candidatos vão-se avolumando e a especulação faz-se sentir. As promessas irão surgir e, tal como aqui já foi dito, é preciso estar atento, recordar os últimos mandatos e não deixar impunes as eventuais juras que facilmente se tornarão em mentiras colossais e resultados pouco dignos para a história do Sporting Clube de Portugal. Mais do que perceber quem será o treinador de A ou B, mais do que querer um novo Jardel ou um novo André Cruz, o importante é ler e escutar com atenção a essência da proposta de cada candidato e perceber se o projecto em cima da mesa terá ou não pernas para andar.


Desde as últimas eleições, Bruno de Carvalho – que sempre pareceu melhor posicionado e mais disposto a debater os problemas da instituição – parece ter aprendido com os erros e já sublinhou que não irá entrar em guerras por treinadores ou jogadores. No mínimo, é isso que se impõe aos restantes: o respeito pelo actual momento e uma efectiva vontade de trazer ideias novas e de ser parte de uma solução, mais do que saciar uma sede de poder.

É preciso que quem venha, que venha por bem, que diga exactamente ao que vem e que não se fique por meias palavras e por meias verdades. A partir de agora, cada candidato terá de ser claro e informar de forma rigorosa quais serão as primeiras medidas, quais os tipos de investimentos e de investidores que se pretende que façam parte do futuro do Sporting, qual a relação com a banca, qual o tipo de reestruturação financeira que se ambiciona, e por aí em diante.

Não basta falar da importância da formação ou de exemplos como o Barcelona. Seria mais útil perceber o que está a falhar e apresentar propostas concretas, bem como perceber quais os custos inerentes a este tipo de aposta e compreender porque é que os ganhos e a projecção da Academia  Santiago Arias, Bruma e Diego Rubio estão nos convocados para este fim de semana – não têm sido nada entusiasmantes.


Com tanto para discutir, é preciso dizer presente. Presente na discussão, no debate, na rua, em casa, no pavilhão ou no estádio. E, amanhã é mais um dia para mostrar do que somos feitos. Em Alvalade, aguarda-se com expectativa um dia em grande, repleto de esperanças e emoções, de partilha e, esperemos, de vitória. Jesualdo já deixou o aviso: «Vou lutar diariamente para que todos percebam que o futuro também passa pelas vitórias da equipa. 
Independentemente de haver eleições, a equipa tem obrigação de lutar pelas vitórias e por chegar ao fim do Campeonato na posição estabelecida desde que cheguei: chegar às competições europeias. Será o dia-a-dia a dar-nos a ideia do que iremos fazer, mas vou sempre preparar a equipa para entrar em campo a lutar pelas vitórias». 


Mesmo que os próximos jogos da equipa principal não tragam as tão desejadas vitórias, o alívio pela queda do Conselho Leonino e pelo hastear da bandeira branca por parte de Godinho Lopes conseguiram dissipar alguns medos e permitir que clube e adeptos, juntos, possam perspectivar um futuro com novas soluções e um pouco mais de confiança.

Frente ao Marítimo, a equipa pode até não vencer, mas, se o estádio estiver cheio e se nos comprometermos que, daqui para a frente, todos nós vamos dar um bocadinho mais por este clube, no futuro, poucas vitórias nos irão escapar. Porque, como há pouco tempo me disseram, é preciso trabalhar para que cada sportinguista de hoje seja um pouco mais sportinguista amanhã.

Ass: O Sporting somos nós.