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O Dia D

por 19 de Fevereiro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

O primeiro dia do resto da vida do Sporting será com toda a certeza 23 de Março de 2013. E o clima de suspeição à volta dos candidatos e listas adensa-se, muito por culpa do que possa acontecer no primeiro dia de vigência do novo Conselho Diretivo.
O nosso clube tornou-se, com o despontar de uma dinastia que controlou os nossos destinos, um centro de convívio de elementos abastados e com interesses nada complementares aos do Sporting, que fizeram do dia-a-dia do nosso clube um mero ponto de encontro para a realização de negócios que, aproveitando-se do nome do Sporting Clube de Portugal, apenas serviram os seus interesses pessoais. Assim se explica, em poucas palavras, o facto de desde a saída de Sousa Cintra, todos os presidentes do nosso clube enveredassem pela mesma linha de atuação.
Em primeiro lugar, todos nós falhámos. Enquanto nos contentávamos com a vitória em dois campeonatos em trinta anos e com algumas Taças de Portugal, não fomos prestando a atenção devida ao que estava a acontecer ao nosso clube. Todos não, alguns advertiam e protestavam, mas a força da multidão sportinguista que continuava a apoiar o estado da situação levava a que as suas vozes nunca fossem ouvidas com a atenção que mereciam.


O dia 22 será quando os candidatos oficializados terão acesso ao verdadeiro, espera-se, estado de situação do universo leonino. Logo aqui se demonstra em que situação se encontra a linhagem que vem gerindo o nosso clube. Remetendo para apenas um mês antes do dia das eleições um ato que deveria ter sido feito ao longo de todo o mandato de todas as direções, mostra que não será mesmo do seu interesse deixar que o Sporting Clube de Portugal volte a ser gerido por um adepto como qualquer um de nós, mas por mais um “chairman” que mais não seja um fantoche pronto a aceder a qualquer dos desmandos desse linhagem.

A opinião sobre Carlos Severino já foi analisada. Pedro Baltasar desapareceu e Godinho Lopes afirmou que nao se vai recandidatar. Aparece agora José Couceiro, que na minha opinião, é um elemento com grandes capacidades que gostaria de ver no elenco de qualquer direção que não se compadecesse com tais ignomínias. Felizmente gorada a hipótese Luís Figo, a dinastia virou-se para um elemento bem visto em Alvalade e que, com o posicionamento que tem tomado ao longo dos anos, não o coloca intimamente ligado com eles. Porém, e olhando para os outros candidatos já apresentados, apenas Couceiro será a tal solução de continuidade para os seus desejos.

Dias Ferreira alertou e bem para o facto de não existir um Conselho Fiscal propriamente dito há muitos anos no nosso clube. É totalmente verdade e comprova bem o estado das nossas contas, se é que ainda existem, e a sua atuação ao longo desse tempo, usando o nome do Sporting Clube de Portugal para seu usufruto e divertimento, deixando a grande maioria de nós entregues a um sonho permanentemente adiado.
Avizinha-se um dia em que tudo pode acontecer e em que quem vencer “corre o risco de vir a ser acusado de fechar a porta do Sporting”. Por isso, compete-nos a nós, fazer cumprir um destino sempre adiado. Ser um clube tão grande como os maiores da Europa.

Ass: Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.