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Ideias já!

por 28 de Fevereiro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

A campanha eleitoral começou e com ela toda uma sucessão de episódios que, mais do que a nós sportinguistas, envergonha os candidatos envolvidos na disputa eleitoral. Quando todos nós esperávamos que finalmente se fosse debater o estado e o futuro que os três candidatos propõem para o futuro do nosso clube, todos os três se envolveram em quezílias entre si e para com os elementos que atualmente servem o Sporting Clube de Portugal.
 Bruno de Carvalho, que se assume como o candidato mais forte dos três, tomou uma salutar atitude de defesa de todos os elementos que já estão no Sporting, não querendo criticar ou envolver-se numa hipotética incursão no mercado de jogadores e treinadores no final da temporada. Porém, a crítica velada à candidatura de José Couceiro de que a lista do antigo treinador seria curta, com o objetivo de colocar no Sporting pessoas não eleitas, não é o que se pretende nem o que precisa para vencer as eleições de 23 de Março. A escolha de nomes para a sua lista também deixa algo a desejar, esperando-se que as ideias que ainda irá apresentar atenuem e suplantem esse aspeto.
 José Couceiro, numa jogada de marketing cunhada por António Cunha Vaz, mudou o nome com que se apresenta ao sufrágio. Deixa assim de ser apenas José Couceiro, para passar a ser José Peyroteo Couceiro, aproveitando o facto de ser sobrinho neto do nosso violino goleador, para enaltecer a sua figura. Estranhe-se que quando foi treinador e diretor de diversos emblemas, entre os quais o FC Porto, o nome Peyroteo tenha ficado escondido durante todos estes anos. Na apresentação megalómana de candidatura, salve-se a ideia de criar uma comissão económico-financeira bem como a intenção de deixar cair o Conselho Leonino, o órgão sui generis mais ineficaz da história do Sporting Clube de Portugal.
 Carlos Severino mostra ser o candidato mais fraco e mais suicida do sufrágio. A crítica frontal às declarações de Jesualdo Ferreira após o jogo com o Estoril foi um autêntico “tiro no pé”. Nunca um potencial Presidente pode passar desta forma para a comunicação social, ele que foi diretor de comunicação, uma crítica tão direta aos elementos que, para o bem e para o mal, vestem de verde e branco e defendem o nosso emblema com mais ou menos paixão. Infiltrados existiram muitos nos últimos anos e é urgente que esses desapareçam do Sporting, mas não é desta forma que se limpam.
Enquanto um tenta que o dia 23 chegue cedo para capitalizar o entusiasmo com que é sempre recebido, outro tenta fazer passar a imagem de que não é um candidato da continuidade e o último embarca numa tendência suicidária que o irá apenas levar ao último lugar após a contagem dos votos.
Assim, as ideias e projetos plausíveis continuam sem aparecer. Os três candidatos têm de perceber de uma vez por todas que é preciso deixar mesmo as quezílias para trás, é preciso que todos debatam e mostrem o que pretendem para o futuro do nosso clube. Esse futuro tem sido adiado há muitos anos e é agora que cabe a nós, sportinguistas, fazer com que ele recomece.
Sporting não de Lisboa, mas de Portugal