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Começar de novo

por 12 de Fevereiro de 2013Os textos do Damas0 Comentários

A renúncia de Godinho Lopes, apertado pela marcação da Assembleia Geral Extraordinária que iria apenas confirmar o estado de espírito da “nação sportinguista”, veio abrir, em menos de dois anos, uma nova possibilidade aos sócios sportinguistas de voltar a pensar o que desejam para o seu clube. A gestão desastrosa tanto no campo desportivo, como no campo financeiro, apenas podiam levar Godinho Lopes a sair pelo seu próprio pé e este foi mesmo o melhor momento de um Conselho Diretivo que, desde início, tinha todos os condimentos para não conseguir levar a bom porto o seu projeto eleitoral.

O primeiro candidato assumido foi Carlos Severino. Com 59 anos, o antigo jornalista foi diretor de comunicação do Sporting entre 1998 e 2006. Presente nos últimos melhores momentos do Sporting, é o cabeça de lista do movimento “SOS salvar o Sporting” e pretende “tirar o Sporting do abismo”. Preconiza para o futuro do clube um modelo de organização semelhante ao utilizado pelo Barcelona, onde a aposta na formação deve ser a base do futebol leonino. Para reforçar esta ideia já assinou mesmo um acordo com empresa Johan Cruyff Football que irá implementar a metodologia e organização do técnico holandês na estrutura sportinguista.
Bruno de Carvalho foi o senhor que se seguiu. Depois de ter sido derrotado, em circunstâncias nunca muito bem explicadas na votação de 2011, o empresário entra nesta corrida como o elemento mais bem posicionado para suceder a Godinho Lopes. A boa imagem deixada na campanha anterior bem como o sentimento de rutura que muitos sportinguistas desejam para o seu clube. Teve a hombridade de assumir que Jesualdo Ferreira será para manter até final da temporada e de mostrar todo o seu apoio à equipa neste momento complicado que enfrenta e ser-lhe-á certamente favorável.
Na quinta-feira haverá mais um candidato oficializado. João Pedro Paiva dos Santos também é empresário e diz ter um projeto, “O Novo Sporting” que vem sendo delineado “há dois meses” e representará uma rutura com o passado recente sportinguista. Diz já ter reunido com a banca e com investidores brasileiros e ter contactado uma empresa espanhola para uma parceria na área desportiva.

Ainda sem projetos ou propostas de futuro apresentadas, torna-se difícil fazer juízos sobre os três candidatos entretanto apresentados. Porém, a ideia base de Severino de “gestão à Barcelona” parece pouco lógica. A gestão de um outro clube não pode ser transposta para o nosso. O Sporting não pode ser comparável com quem quer que seja. Como tal, a gestão tem de ser “à Sporting”, seguindo o seu lema. O Esforço, a Dedicação e a Devoção como caminho para a Glória foi o lema escolhido pelos nossos fundadores e é a ele que devemos obediência e que temos de seguir. Exatamente o que não aconteceu nos últimos anos.

Uma última palavra para a hipótese de uma lista encabeçada por Luís Figo. Como jogador, deliciou qualquer um de nós, mas foi sempre adotando uma posição de distância face ao Sporting, talvez mais olhando para a presidência da FPF ao invés de agradecer à instituição e adeptos que sempre o acarinharam e defenderam. Um verdadeiro Sportinguista não festeja golos dos adversários, e o Presidente tem de ser um verdadeiro Sportinguista.

Ass: Sporting não de Lisboa, mas de Portugal