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A meteorologia em Alvalade.

por 20 de Janeiro de 2013À saída do estádio0 Comentários

O texto vem atrasado. O apagão que Rui Patrício salvou em cima do minuto 90, deslocou-se até à cidade do Lis e por aqui se deixou ficar até ao dia de hoje.

Posto isto, vamos ao que interessa.

Nos dias anteriores ao jogo frente ao Beira-Mar, os ventos sopraram forte para as bandas de Alvalade. Liédson, um dos ídolos de uma geração, em particular dos Sportinguistas mais novos, foi associado como o próximo reforço do Sporting Clube do Porto. Segundo dizem as más-línguas, o levezinho está a um passo de assinar pelo mesmo clube do homem que muda o I para o Y, e cujo vendaval de lesões desaparecem. Cinco anos depois, e em apenas 60 minutos, num fenómeno meteorológico, "Izmagaylov" passa de atleta de enfermaria a atleta decisivo nas vitórias do rival. É estranho? Não. É falta de profissionalismo. O número 15 daquela equipa afirmou que não estava habituado a jogar a este ritmo - o que até se percebe -, mas não se pode aceitar a maneira pouco limpa com que Izmailov utilizou a nossa camisola durante quase meia dúzia de anos.

Neste temporal de contratações, a hipoteticamente possível venda de Insúa para o Brasil por 2,5 (mais juros), só pode ser classificada de: Godinho Lopes. Reparei, também no dia de hoje, que o Sporting se reforçou, contratando um lateral esquerdo de seu nome Joãozinho. Desculpem a pergunta, mas, quem é o Joãozinho? O único que conheço era o protagonista das famosas anedotas. Continuando ainda fora das quatro linhas, e antes de começar o jogo, Daniel Pranjic, para nossa alegria, é emprestado ao clube da "7up". Esta é, até ao momento, a única jogada minimamente aceitável neste agitado mercado de Inverno. 

Agora, o jogo e a terceira vitória de Jesualdo Ferreira ao leme do nosso clube. 
O jogo esteve longe de ser bem jogado, mas nós também estamos longe de pensar num final tão dramático para um jogo com tão pouca história.


O Sporting está, definitivamente, mais bem organizado, mas continua com muitas limitações, tanto ofensivas como defensivas. No entanto, o principal objectivo foi conseguido: ganhar. Ganhar traz a confiança, o sobressair das qualidades, e o florescer do futebol atractivo. E, estando o Sporting sobre um intenso nevoeiro desportivo, estes jogos podem servir para que a nuvem cinzenta que paira sobre a atmosfera leonina se dissipe e dê, finalmente, lugar ao céu limpo.

Com um golaço de Carrilo e com a frieza do Rei, o Sporting conquista os três pontos e sobe uns modestos lugares na tabela classificativa. O jogo teve pouco mais de duas ocasiões de golo, o futebol não impressionou, mas, quando pensávamos que o árbitro iria apitar para o fim do jogo, Cosme Machado resolve meter água e dá oportunidade a Ricky para matar o jogo - o holandês voltou a não ser capaz de marcar de grande penalidade. No seguimento deste falhanço, Miguel Lopes, numa atitude disparatada, dá ao Beira-Mar a oportunidade de empatar em Alvalade. Mas, eis que aparece, de novo, o homem que é apelidado de Santo. Em cima do minuto final, o número 1 do Sporting, ao defender uma grande penalidade, garante os três pontos. Alvalade festejou, não por estar louco, mas pelo orgulho de poder confirmar ao vivo que as balizas leoninas são guardadas por um dos melhores guarda-redes da Europa. 

É sempre bom ganhar. Sabe bem e temos saudades, mas isso não apaga o vendaval de asneiras nem os estranhos fenómenos meteorológicos da gestão danosa de Godinho Lopes. O anticiclone que está a passar há cerca um ano e meio em Alvalade não abrandou por estas três vitórias. 
Estas vitórias são saborosas, como é lógico, mas não demovem as nossas ideias para um futuro sem precipitações e sem ocorrências de aguaceiros constantesOs ventos do norte continuam a soprar de maneira intensa e, até ao fim de fevereiro, o céu verde que todos queremos, continuará nublado e com uma grande nuvem cinzenta 


Ass: Sporting Sempre.