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As dúvidas e perguntas

por 12 de Dezembro de 2012Os textos do Damas0 Comentários

Com certeza não terei sido o único a questionar-me se Franky Vercauteren sabe que pode fazer três substituições por jogo, principalmente depois de se ter queixado do pouco tempo de recuperação entre as duas últimas partidas. Acredito também que não serei o único a ter-me questionado sobre as razões que levam o treinador do meu clube a não abdicar de Pranjic numa posição fulcral para o processo ofensivo da equipa que, diga-se de passagem, é quase nulo.

Não é uma crítica, este post será só uma tentativa de encaixar este mistério em torno do trabalho do nosso treinador. Pranjic devia ou não ser titular? Rojo estará capacitado para jogar no Sporting? André Martins não tem uma única oportunidade, enquanto Elias anda literalmente a gozar com esta camisola? Não posso deixar de achar estranhas as opções de Vercauteren. Vejamos: em Moreira de Cónegos, nos jogos da Liga Europa, em casa com o Benfica, ora com motivação ou sem ela, o rendimento da equipa, mas, em especial o rendimento destes últimos jogadores, tem alternando entre o mau e o péssimo. Oceano e Vercauteren dão continuidade a esta entediante forma de jogar - num esquema idealizado por Sá Pinto e rotulado como um fracasso -, com um esquema ligeiramente alterado a defender, mas sem dinâmica para sair a jogar. Ou seja, o Sporting e o seu treinador continuam perros e presos de ideias e movimentos.

Na segunda-feira, em Alvalade, o bom que fez o belga, Franky, foi entender que Rinaudo chega perfeitamente para jogar sozinho no meio campo,  que é um homem de entrega ao jogo, capaz de entusiasmar os colegas e de efectuar as compensações devidas sem qualquer auxílio. Vercauteren voltou mesmo a apostar num onze parecido ao que Domingos utilizava: um 4-3-3 com um tridente composto por Rinaudo, Elias e Pranjic. Um meio campo que se mostra debilitado, face à entrega do medio box-to-box Elias e do - pouco - criativo Pranijc.

Como seria de esperar, passados os primeiros 32 minutos de excitação, voltou tudo ao normal. Pranijc, pese as limitações, não foi, nem é capaz de dar esticões, nem de ter rasgos de criatividade. O adversário percebe a forma previsível como joga esta equipa. Tambem o outro elemento do meio campo em nada ajuda o trabalho da equipa. Elias passeia como se de uma passerelle se tratasse. Assim sendo, o meio campo ficou duplamente debilitado: primeiro, porque Pranjic não faz a mínima ideia do que é ser número dez e não consegue contribuir com um aspecto positivo; segundo, porque Elias não faz a mínima ideia do que é ser um Leão, tal como, quando contrariado ou não motivado, não dá intensidade ao miolo.

Perante estas escolhas de jogadores, estes modelos tácticos suscitam-me as maiores dúvidas. Enquanto o bebé Elias espera pateticamente que venha uma proposta de Itália, depois de mais um jogo em que Pranijc foi zero, eu pensava para com os meus botões: “mas porque razão é que Izmailov não entra? Porque é que este Rojo está sempre a dar nojo?!? Olha esta defesa a meter as mãos pelos pés e os pés pelas mãos. Izmailov aos 89 minutos? A este nível profissional os jogadores não duram 60 minutos? Estou tão farto destes treinadores de FM…"



Nota: neste post de dúvidas e mistérios, também é de realçar que é o terceiro jogo em que o treinador não utiliza todas as substituições. É de realçar que, apesar do discurso coerente e pragmático do treinador, a sua atitude no banco é muito passiva. Que nao começem as más linguas, que neste blog só se critica. A critica tem que ser feita e os erros reparados. Todos queremos o melhor para o Sporting Clube de Portugal e todos temos uma opinião diferente. A minha não é melhor nem é pior, é apenas uma opinião.