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Trailer

por 5 de Novembro de 2012À saída do estádio0 Comentários

Apesar de uma maior entrega ao jogo, ontem, no Bonfim, a equipa voltou a mostrar que está a milhas do que lhe é exigido. Pouca mobilidade, dificuldade de circulação de bola em espaços curtos, cruzamentos estapafúrdios e tenacidade nula. 

Dois terços dos jogadores do Sporting ainda não investiram dois minutos de vida a procurar perceber o porquê de estarem a fazer uma época miserável. À excepção de Rui Patrício, que opta sempre por dar o peito às balas, nas conferências de imprensa e entrevistas rápidas, a ideia que procuram transmitir é a de que nem tudo é mau e que «no próximo jogo é que é». O próximo jogo foi com o Horsens, com o Estoril, com o Rio Ave, com o Videoton, e, em todas essas, só vimos uma equipa a definhar. 


Vit. Setúbal 2-1 Sporting. Foto: Carlos Alberto Costa/zerozero.pt
Volto ao início: ontem, estivemos melhor. Mas foi uma melhoria dentro de um patamar muito baixo, o que significa que, de positivo, fica uma derrota. Já não percebo nada disto. 

Franky Vercauteren pouco ou nada conseguiu fazer de um conjunto de jogadores que não sabe jogar à bola, e, para registo futuro, ficam apenas alguns pormenores de Jeffrén que, a espaços, tanto traz alguma alegria ao jogo como, de seguida, e perante a forma delicada como encara os lances, deixa os adeptos a pedir substituição imediata. No final, o extremo desabafou: «pensei que desta vez pudéssemos ganhar, mas o Setúbal teve uma oportunidade e marcou, enquanto nós não conseguimos concretizar as muitas oportunidades que tivemos». Pois, também nós pensámos que fosse possível vencer em Setúbal, mas isso foi apenas durante 10 minutos. E, se antes, com as cavalgadas e chuveirinhos de desespero no final dos jogos, a esperança ainda deixava antever recuperações, hoje, depois de tanto bater, o coração dos sportinguistas parou, e já são poucos os que não dizem «tirem-me deste filme». De um jogo de 90 minutos, a qualidade de jogo desta equipa só chega para fazer um trailer.

De uma forma breve, ficam estas notas: Rojo não vale 3/4/5 milhões de euros e, se é para continuar a jogar desta forma, que o fundo o ofereça ao Benfica e traga o Tonel; Labyad ainda precisa de muitos quilómetros nas pernas para render, no mínimo, aquilo que rendia um tal ex-Sevilha; Van Wolfswinkel, o relvado não é uma piscina e, apesar de um Ricardo Silva trauliteiro, ser ponta-de-lança é como ser o cavalo de uma charrete, é correr para não levar; Elias, com a equipa a perder não se joga para o lado e eu, com 9 milhões, jogava meia-hora de FM e encontrava dez sub-20 do Brasil para te substituir. 

Para terminar, o Litos – ex-Sporting – diz hoje, n’A Bola, que o filho lhe perguntou se «podia mudar de clube». Litos, poder até pode, mas, nesse caso, devias dizer-lhe que também pode mudar de casa e de família.