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Quase

por 11 de Novembro de 2012Hoje é dia de Sporting0 Comentários

Diz-se que «o comboio não passa duas vezes». O Sporting tem, mais uma vez, a responsabilidade de mostrar que continua na linha de acesso à Champions



Sporting-Sp. Braga, 2-0; 20 Nov 2011. Fonte: MaisFutebol.
Muito se tem falado da importância do jogo. É verdade que se trata de uma partida de extrema importância – tal como todas as anteriores -, mas, ao invés de uma dura batalha, o jogo com o Sporting de Braga avizinha-se muito mais como uma oportunidade. Hoje, o Sporting tem a possibilidade de vencer um concorrente directo pelos lugares da Liga dos Campeões; tem, no jogo frente a uma boa equipa, uma dose extra de motivação que não teria – e de forma errada – frente a qualquer outra equipa do meio da tabela; e, no plano táctico, pode beneficiar de um modelo de jogo mais ofensivo e mais aberto por parte do adversário. Porém, tudo isto poderiam ser boas razões para um final de tarde tranquilo, não fosse a história recente e a certeza de que o jogo, no seu todo, será sempre muito mais do que a simples soma das partes. 
Na balança da esquisitice, o Sporting recebe um Braga comandado pelo «paradigma do quase». O treinador que, em 2004/05, e em apenas uma semana, quase levou o Sporting à conquista da Taça UEFA e quase conseguiu o título de campeão nacional e que, este ano, parece continuar as mesmas pisadas. Por duas vezes, José Peseiro já quase venceu os red devils, e, na última delas, ao sabor de um estilo 2004/05 - com a qualidade de jogo a ser acompanhada por infantilidades inadmissíveis. Portanto, a partir das 20h15 da noite – e depois da passagem do furacão Sandy - vamos estar perante o que se costuma designar de uma «tempestade perfeita». A presença de um Sporting - a quem tudo acontece -, em conjunto com uma equipa treinada por José Peseiro – o mestre da desgraça. Trata-se da junção de um conjunto de fenómenos do mais complexo a que teremos oportunidade de assistir. 
No campo, as surpresas são prováveis, a começar pelo lado direito da defesa. Cédric está castigado. Boulahrouz, Carriço, Pereirinha e Arias ficam de fora por lesão. E, a tudo isto, ainda se soma a lesão de Jeffrén. 
Esgaio e Eric Dier – dois miúdos dos bês – estão em destaque. Tal como sucedeu com Rui Patrício, um destes dois jovens deve ser lançado às feras em ambiente nada favorável a uma adaptação serena e gradual. Mas, como refere Franky Vercauteren, se é na formação que é preciso apostar, não há que temer a pressão: «Não devemos ter receio em colocar jogadores mais jovens. Eles têm de ter essa ambição. É uma solução e um dos objectivos do Clube».
Como estes jovens já perceberam, um jogo pelo Sporting nunca é apenas mais um jogo. É, semana após semana, uma prova existencial.

Esta semana, mais do que os três pontos, vão estar em causa: o acesso à Champions, o prestígio, a necessidade, o orgulho, mas, também, a tão falada presença no TOP 3 do futebol português. A discussão - nos media - sobre se o Braga é, ou não, um dos três grandes, tem tomado proporções que vão para além do aceitável. E, assim sendo, a equipa, mais do que somar o oitavo jogo sem vencer e estar à beira dos lugares de despromoção, é agora confrontada com um jogo de vida ou de morte, sobre se continua ou não no grupo dos grandes
A novela em torno do encontro, já se sabe, é apenas mais uma estratégia de marketing editorial. Desde a queda de Golias que a derrota de um gigante teve, e terá sempre, valor-notícia.

Ass: O Sporting somo nós.