O jogo de ontem

por 9 de Novembro de 2012À saída do estádio0 Comentários

Não sou menos Sportinguista que ontem, mas também não sou cego.

Num jogo em que era obrigatório ganhar por todas as razões, o Sporting não consegue mais do que um empate com o Genk. Não consegue, porque não há inteligência em muitos dos jogadores, porque não há disciplina táctica, porque não há vontade, porque não há alma e, principalmente, porque não há fio de jogo.

Acho que os jogadores do Sporting não sabem que um jogo tem 90 minutos, porque em todos os jogos desta época, passeamos durante os primeiros 45 minutos. Nas segundas partes, e sempre num estilo atabalhoado, confuso e em esforço, é que os jogadores tentam fazer alguma coisa  de razoável. Sim, razoável. Este estado medíocre em que nos encontramos é o resultado de uma gestão danosa. Este estado lastimoso em que se encontra o Sporting é o reflexo da má liderança no clube.

Não gosto de Godinho Lopes – já se deve ter percebido -, mas, ao mesmo tempo, olhando para o jogo de ontem – e outros desta época – estes jogadores, que têm o privilégio de vestir esta camisola, são de uma nulidade de bradar ao céus.

Vou analisar jogador a jogador:

Cédric – Continua muito “verde”, tem falhas em quase todos os jogos e, ontem, não fugiu à regra.

Xandinho – Oguchi, concerteza que te deves estar a rir à brava com isto.

Rojo – Joga como se fosse um dos grandes centrais, tem presunção, tem mania e, até agora, não tem – pelo menos não mostrou – qualidade.

Insúa – Longe do Emiliano do ano passado.

Schaars – Que falta de inteligência. Sabendo que tem um amarelo e entrar daquela maneira – eu sei que não toca – só pode ser de quem anda de cabeça perdida. O jogador que diz ser o cimento da equipa, a jogar para trás, é o melhor médio em Portugal. Assim que Schaars saiu, o Sporting começou a jogar melhor. Coincidência? Não.

Labyad – O craque dos adeptos, o jovem que não jogava e que não tinha oportunidades. Ontem, teve a segunda seguida e é verdade que não foi dos piores. Não foi, pelo simples facto de que estão tantos jogadores de fraco rendimento em campo, que não se nota que Labyad esteve afastado do jogo e, na segunda parte, desapareceu.

Viola – O pior jogo desde que chegou ao Sporting. Ontem, Viola foi igual a zero.

Ricky – Marcou, amuou, mas, mesmo assim, não deixou de falhar duas oportunidades.

Faltam aqui 3 jogadores: Rui Patrício, Elias e Capel. Não estão na análise individual porque, ontem, estes três jogadores quiseram ganhar. Rui Patrício defendeu tudo e mais alguma coisa – tirando o lance do golo – e é um gigante na baliza do Sporting. Tem grande qualidade e é um grande guarda-redes. Quanto a Elias, assim que Schaars deixou de o atrapalhar, encheu o campo, jogou, correu e lutou. Grande segunda parte do profeta. E, por último, Diego Capel, o nosso “Speedy Gonzales”. Que jogo! Correu, fintou, ganhou faltas, defendeu, cruzou, rematou, enfim, ontem foi um Capel de luxo.

Mas uma equipa são onze e não três.

Franky, o que se passa com Rinaudo? De capitão, em Setúbal, foi para o banco? Franky, e o Izmailov, não está em condições? Franky, eu sei que chegaste agora, mas o jovem que entrou a 4 minutos do fim tem de ser titular. Franky, eu sei que chegaste agora, mas no Sporting não se metem centrais para segurar resultados, porque, a nós, tudo nos acontece, ainda para mais quando nos metemos a jeito.

Quanto a vocês, não sei, mas eu, no Domingo, lá estarei. Sporting Sempre.

Nota: Quando os próprios adeptos não cantam, quando os próprios adeptos desejam as derrotas do Sporting e quando os próprios adeptos compactuam com o jornalismo vergonhoso neste pais (Jornal Record e Jornal de Noticias), como pode o Sporting sair desta situação?