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O barco Sporting

por 6 de Novembro de 2012Os textos do Damas0 Comentários

O Sporting está a um ponto da linha de água. Está afundado na tabela classificativa e resta saber se o barco vai flutuar ou se cai para águas ainda mais profundas.


Perdido em alto mar, sem bombordo nem estibordo, o barco Sporting têm um grande buraco no casco. Esse buraco, que, no início, todos pensávamos que, mais cedo ou mais tarde, seria reparado,  está agora a deixar entrar água por todos os lados.



O barco ainda navega, mas vai numa velocidade entre os 2 e os 5 nós. Uma velocidade tão lenta que, à primeira vista, dá a sensação de que está parado. Não se pode puxar mais pelo barco, pois o problema está numa parte sensível e essencial para que este não se afunde de vez. Fico com a ideia que alguns imediatos sabem o que fazer, mas o comandante Godinho está amarrado ao poder e às suas ideias, por isso, nem o capitão nem os marinheiros sabem bem qual é o destino.


Não vou criticar, nem posso, o Capitão Vercauteren, porque será com este capitão que, para o bem ou para o mal, o barco Sporting vai atracar no cais de Alvalade. Resta-nos a esperança e o acreditar - infelizmente - que, em breve, este capitão vai acabar por conquistar estes marinheiros. Nos tempos do Império Romano, o general Pompeu disse: «Navigare necesse; vivere non est necesse». Esta era a frase que dirigia aos marinheiros amedrontados e que se recusavam a viajar durante a guerra, e deveria ser também a frase, o lema e a mensagem a passar para os marinheiros do Sporting.


Um marinheiro é, em sentido lato, uma pessoa que opera embarcações ou que assiste à sua operação, manutenção ou serviço. É uma profissão nobre e de certos riscos. Apesar de achar que o Comandante é o principal responsável por esta tripulação desnorteada, não posso deixar de criticar estes marinheiros que deixam transparecer que não sabem navegar em águas tão profundas.
Supostamente, todos deveriam saber as suas funções. Uns servem para defender, outros para controlar e alimentar o motor do barco, outros para atacar, como é o caso dos fuzileiros, mas quando olho para esta equipa, dá-me a sensação que ainda não passaram de grumetes.
O capitão tem de exigir mais dos marujos. Tem de exigir mais a estes homens de nobre profissão. Tem de exigir mais a estes rapazes, que são "exemplos" para crianças, jovens, adultos e idosos.
O capitão Vercauteren tem de exigir mais dos marinheiros e os que não se sentirem preparados ou que não tenham interesse em estar no Barco Sporting, o capitão que os mande para o "caralho".
Nota: nos tempos dos descobrimentos, os marinheiros eram enviados para o alto do mastro mais alto do barco. Quem fosse para a cesta que existia no alto do mastro, era sinal que tinha sido castigado ou punido por algo. E, essa cesta no alto do mastro, tinha o nome de "caralho".

Ass: Sporting Sempre.