figo

O ADN de Alvalade

por 19 de Novembro de 2012Os textos do Damas0 Comentários

Figo – Quem és tu?
 
Cristiano Ronaldo – Sou o melhor do mundo. E tu? 

 

Figo – Eu, fui o melhor do mundo.
 
Rui Patrício – Hey! Também estou aqui.
 
Sporting Clube de Portugal – Calma! Fui eu que vos formei a todos.
Sexta-feira, na Batalha, os sportinguistas receberam uma prenda antecipada. O melhor jogador do mundo deixou uma mensagem de apoio para o clube e para os adeptos. No dia seguinte a esta mensagem, Luís Figo afirma que gostaria de treinar o Sporting.
É uma sensação extremamente agradável, a de ler e ouvir dois “Bola de Ouro” que foram formados no Sporting. Dois Homens que são a prova provada de que, em Alvalade, se produz do melhor que existe no mundo. Pessoalmente, mais Cristiano Ronaldo do que Figo, mas ambos são, para nós (Adeptos), um motivo de orgulho e, para os “outros”, motivo de respeito.
Enquanto jogador de futebol, Luís Figo construiu uma extraordinária carreira, com um vasto histórico de títulos ganhos: Liga dos Campeões, Liga Espanhola, Liga Italiana, Melhor jogador do Ano da FIFA e Bola de Ouro, apenas para nomear alguns. Figo tinha um futebol atraente, era dotado de uma capacidade técnica arrepiante e vê-lo jogar futebol era como observar uma peça de arte. Luís Figo chegou ao topo do futebol mundial, mas não tenho por Figo a admiração que sinto por Cristiano Ronaldo.
Luís Figo, nem sempre foi fiel ao Sporting, celebrou quando não devia ter celebrado e não voltou ao Sporting porque o dinheiro estava acima do amor ao clube. Comparando com o exemplo de Rui Costa, sou da opinião de que Luís Figo poderia ter feito o mesmo. Ainda assim, Luís Figo é um gentleman, um homem respeitado em todo mundo e, logicamente, é um homem respeitado e acarinhado em Alvalade. Ainda assim, se alguma vez tivesse de ou quisesse representar o Sporting, considero Luís Figo mais talhado para a função de director desportivo do que propriamente para a função de treinador. O tempo nos dirá!
Passando para Cristiano Ronaldo, o tema ganha mais adrenalina. Falar de Cristiano é como falar de um McLaren F1 ou de um Aston Martin One-77, de um Lamborghini Reventon ou de um Bugatti Veyron. Cristiano Ronaldo é uma máquina que está constantemente em alta rotação. O menino, que cresceu em Alvalade, que apareceu com uma falha nos dentes e cabelo com madeixas, atinge hoje em dia o expoente máximo do futebol mundial. Foi o Sporting que o formou, que descobriu e desenvolveu as suas capacidades e o lançou no futebol. E eu tenho fé, a fé de voltar a vê-lo de verde e branco. Apesar de ser de outro mundo e de outra dimensão, Cristiano não se esquece e, tal como nós, tem orgulho em ser Sportinguista. Obrigado Cristiano Ronaldo, pela mensagem, pela atenção e por não deixares a tua paixão pelo Sporting cair no esquecimento.
Longe de acabar a frota de talentos, há ainda um tal de Rui Patrício, que é hoje o melhor guarda-redes da Europa. O descendente de Lev Yashin e sucessor de Vítor Damas, há muito que nos conquistou, mas, agora, os olhos dos grandes europeus estão apontados ao número 1 de Alvalade.
No rectângulo feito de três ferros e uma linha para passar, Rui Patrício é o Dono. A “aranha negra”, depois de muito trabalhar, depois de afastar os Stojkovic´s e depois de muito evoluir, atingiu, contrariando Jorge Valdano, a maturidade e postura dos grandes guarda-redes mundiais com apenas 24 anos. Não é uma opinião exclusiva, li recentemente que Dino Zoff também partilha da mesma opinião que As Redes do Damas, acerca do marrazense.
Rui Patrício é mais um dos talentos made in “Academia de Alcochete”. O número 1 da baliza leonina, e um dos capitães de equipa, será, muito provavelmente, o próximo a sair – espero estar enganado – para atingir o patamar dos dois “Bola de Ouro” formados no Sporting Clube de Portugal.

 

Estes homens têm o nosso ADN, a nossa identidade e ninguém o pode negar. E que estas mensagens e estes exemplos do que é o ADN do Sporting sirvam de motivação extra para o período que se avizinha. .
O Sporting vai iniciar esta quinta-feira um ciclo de seis jogos até ao Natal. Muito do nosso futuro, para esta época, joga-se neste ciclo. Primeiro com o Basileia, depois com Moreirense, Videoton, os “outros” e, para terminar, Marítimo e Nacional.
Será um longo período e, mesmo tendo os pés assentes no chão, a minha pergunta é: e se nós ganhássemos os jogos todos?

Ass: Sporting Sempre.